Como usar a leitura para aprender (ou melhorar) um idioma
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Da primeira revolução psiquiátrica — a pineliana de 1793 —, que substitui a metáfora “possessão” pela metáfora “doença” (passando pela segunda, a das “comunidades terapêuticas” dos anos 1930, e pela terceira, a da “psiquiatria comunitária” ou “psicofarmacologia” do pós-Guerra), talvez estejamos vivendo a quarta revolução da psiquiatria, quando a metáfora “doença” vai sendo substituída por outra igualmente complexa — “identidade”. Já não está em relevo a exuberância dos sinais e sintomas equacionados pelas neurociências, mas os “modos de viver a vida” de pessoas doentes sim, com limitações que muitas vezes, entretanto, seguem com seus contratos afetivos e sociais a cumprir. Este livro fala da Reabilitação Psicossocial, à brasileira, como um novo tratado ético-estético que negocia uma clínica cuidadosa com inúmeras iniciativas de convívio, lazer, moradia e trabalho que favorecem trocas intersubjetivas e são também espaços de exercício de cidadania ativa.
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