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Cultura nos Anos de Chumbo (1960-1970) - Finalista do PrêMio Jabuti 2025
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Textos de Heloisa Teixeira acompanhados de fotografias e QR codes que exploram a cultura dos anos de chumbos Durante um longo período de sua vida, Heloisa Teixeira (ex-Buarque de Hollanda) estudou obstinadamente a produção cultural brasileira sob a mão pesada da ditadura militar e da censura. Sobre esse tema, ela escreveu uma tese de doutorado, quatro livros e inúmeros artigos examinando a cultura como resistência e afirmação da juventude rebelde da época. Agora, aos 84 anos, ela decide compartilhar essas fontes, reunir e reorganizar o material que produziu sobre esta época mágica, quando a cultura enfrentou estruturas, ditaduras e soube sonhar novos futuros. Este livro é, portanto, um precioso apanhado de décadas de pesquisa apresentado a partir de um olhar atual sobre o que aconteceu naqueles anos 1960/1970. Em uma série de QR codes, a autora disponibiliza ainda documentos e entrevistas raras que fez pessoalmente com personagens chave dessa época, que mudou para sempre a cultura do país.
Formada em Letras Clássicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é mestre e doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, Estados Unidos. É professora emérita da Escola de Comunicação da UFRJ, dedicada aos estudos culturais, com ênfase nas teorias críticas da cultura, tendo ainda importante atuação como crítica literária, ensaísta, antologista e editora. É autora de livros como "Macunaíma, da literatura ao cinema" (1978), "Impressões de viagem" (1992), e organizadora de obras como "26 poetas hoje" (1976), "Y nosotras latino americanas? Estudos de raça e gênero" (1992), "Tendências e impasses – O feminismo como crítica da cultura" (1994) e "Explosão feminista" (2018). Na Bazar do Tempo, é coordenadora da coleção Pensamento Feminista, repertório essencial do feminismo, e autora de "Feminista, eu?" (2022). Em 2023, foi eleita para a cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras e adotou o sobrenome Teixeira, deixando o anterior, Buarque de Hollanda.
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