Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
Terapia Ocupacional e Interprofissionalidade
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O medo da morte, das doenças limitadoras da vida e da velhice é também o medo do declínio funcional, da perda da autonomia, da dependência, do isolamento. Os profissionais de saúde são preparados científica e tecnicamente para manter a vida e adiar a morte, mas não para compreender e respeitar as vontades e necessidades das pessoas que enfrentam a finitude. Assim, em geral, as formas de assistência são desprovidas de sentido e não conseguem evitar nem minimizar o sofrimento. Então, como garantir a autonomia e a independência mesmo diante da possibilidade da morte? Enquanto a reabilitação tradicional foca na recuperação funcional e na promoção da independência, e os cuidados paliativos priorizam o alívio do sofrimento e o bem-estar integral, a reabilitação paliativa une essas perspectivas para oferecer intervenções personalizadas que preservem as funções física, emocional, social e espiritual do paciente pelo maior tempo possível, respeitando suas metas e necessidades individuais. Essa abordagem reconhece que, mesmo em condições irreversíveis, é possível promover autonomia, conforto e dignidade, envolvendo tanto o paciente quanto sua família no processo de cuidado. Destinado a profissionais e estudantes das áreas da saúde e de humanidades — sobretudo terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, enfermeiros, nutricionistas, dentistas, psicólogos e capelães —, este livro vem cobrir uma lacuna há muito aberta na esfera acadêmica, principalmente no contexto da recente promulgação da portaria que instituiu a Política Nacional de Cuidados Paliativos. Textos de: Aide Mitie Kudo, Alessandra Rischiteli Bragança Silva, Amanda Mota Pacciulio Sposito, Amirah Adnan Salman, Aristela de Freitas Zanona, Caio Fábio Schlechta Portella, Cássia Adriana Dalbosco, Claudinéa Dizaró Arantes, Cristiane Aparecida Gomes-Ferraz, Daniel Cezar da Cruz, Danielle Brito-Rodrigues, Edgar Ianhez Júnior, Ernani Costa Mendes, Fernando Cesar Iwamoto Marcucci, Gabriel Morais Xavier dos Santos, Gabriela Rezende, Grazielle Keile Xavier, Ingrid Giovanna Ferreira Imbroinisi Bacon, Jaqueline Basilio Lupi, Janaína Santos Nascimento, Jéssica Mortimer Antunes, Juliana Carla Delsim, Larissa Bombarda Dias, Luís Fernando Rodrigues, Manoela Gianini Luiz, Manuela Samir Maciel Salman, Maria Carolyna F. Batista Arbex, Maria das Graças Mota Cruz de Assis Figueiredo, Maria Denise Pessoa Silva, Maria Fernanda Barbirato da Mata Tiezzi, Maria Izaura Sedoguti Scudeler Agnollitto, Maria Júlia da Cruz Souza, Mariana Lopes Borges, Mariana Oliveira Leite Silva, Mario Lozano-Lozano, Marysia Mara Rodrigues do Prado De Carlo, Miryam Bonadiu Pelosi, Muriel Fantinatti, Nereida Kilza da Costa Lima, Rafaella Louzada de Aquino, Rebecca Tiberini, Rita de Cássia Quaglio, Rodolfo Moraes Silva, Tamyris dos Santos Gonçalves, Tatiana Barbieri Bombarda e Walkyria de Almeida Santos.
Marysia Prado De Carlo é professora associada livre-docente do curso de Terapia Ocupacional do Departamento de Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP). Orientadora credenciada do Programa de Pós-Graduação de Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP), ambas da Universidade de São Paulo. Mestre e doutora pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fez dois programas de pós-doutorado com estágio no exterior e a especialização em Cuidados Paliativos pela Instituto Pallium Latinoamérica. Autora e organizadora de cinco livros e diversos artigos e capítulos nacionais e internacionais. Associada à Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), foi membro da diretoria em São Paulo (gestão 2022-23) e vice-coordenadora do Comitê de Ligas Acadêmicas. Em 2020, foi homenageada pela ANCP no livro Visionários, como um dos 30 pioneiros em cuidados paliativos (CP) no Brasil. Participou da Occupational Therapy Task Force e atualmente é membro da Rehabilitation in Palliative Care Taskforce, ambas da European Association of Palliative Care (EAPC). Docente tutora do Programa de Residência Multiprofissional de Atenção ao Câncer do Hospital das Clínicas da FMRP-USP e da Liga Acadêmica de Espiritualidade em Saúde e Cuidados Paliativos (LESCP-USP). É líder do Grupo de Pesquisa “Laboratório de Investigação sobre a Atividade Humana e Cuidados Paliativos” e atual presidente do Instituto Lótus de Cuidados Paliativos de Ribeirão Preto (ILCP-RP).
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