Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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“Dos livros que li sobre o tema, posso afirmar que este é o mais abrangente, o mais desafiador.” – Alexandre Garcia Este é um livro que nasce da dúvida, terreno que muitas religiões enxergam como “perigoso”. No momento em que o homem raciocina, sobrevém-lhe questionamentos, que, bem ou mal, terá que tentar responder. Se o homem aceitasse inteiramente as concepções religiosas no que se refere aos mitos de criação, isso seria suficiente para dar respostas definitivas às suas dúvidas. Porém, a vida não encerra apenas o sentido religioso. Existem aspectos sociais, culturais e, enfim, o processo educativo, todos estreitamente relacionados com as preocupações humanas. Esta obra, cuja intenção é muito mais lançar provocações do que estabelecer verdades absolutas, parte da quase sobrenaturalidade do Big Bang, analisando então as complexas equações físico-químicas que determinaram a criação da matéria e da vida. A partir daí, firma-se numa abrangente explicação sobre as origens das mais diversas religiões, das africanas às politeístas greco-romanas, passando pelas monoteístas – contundentemente assinaladas como “religiões do ódio” – e por múltiplos cerimoniais religiosos. Aliando rigor acadêmico a linguagem elegante e acessível, Omar Ferri consagra o princípio de que a lucidez é a maior conquista da humanidade e que somente os livres pensadores estão imunizados do obscurantismo causado pela onda anticientífica de nossos dias.
Omar Ferri nasceu na cidade de Encantado (RS) em 30 de abril de 1933. Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em 1957. Exerceu a advocacia em Encantado e Porto Alegre; também ocupou o cargo de Procurador da Fundação Brasil Central durante o governo João Goulart, quando foi demitido por determinação do Comando Militar de Brasília, em virtude de uma viagem a Cuba. Retornando a Porto Alegre após ser afastado do serviço público, Ferri foi preso duas vezes: na primeira delas, por três dias, pelo Exército, no Chuí, numa ocasião em que foi visitar Leonel Brizola no Uruguai; na segunda vez, ficou preso por 24 horas no Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Atuou em diversas causas penais com repercussão internacional, sobretudo o caso conhecido como “Sequestro dos Uruguaios” (1978), trabalhando como advogado de Lilián Celiberti e Universindo Rodríguez Díaz, uruguaios sequestrados em Porto Alegre, num episódio que ficou marcado por revelar uma conexão repressiva entre as ditaduras do Cone Sul – especificamente a Operação Condor. Também foi vereador em sua cidade natal e deputado estadual. Sempre atuando em defesa dos Direitos Humanos e de presos políticos, obteve o Prêmio Direitos Humanos pelo Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade, em 1987. Autor de obras sobre Direito, dentre elas o Manual de Direito Tributário, atualmente é procurador autárquico aposentado. Publicou também os livros Sequestro no Cone Sul: o caso Lilián e Universindo, A verdade revelada e Populismo e cleptocracia.
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