Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Neste livro olhei para trás e reencontrei um dos mais notáveis bandeirantes luso-brasileiros que palmilharam nosso território ao tempo colonial – Raposo Tavares. Ele anda esquecido pelos historiadores, ainda que tenha sido peça-chave na definição do território brasileiro da atualidade. Em geral é dado como tendo sido analfabeto, o que dificulta entender como pôde ter ocupado posições que exigiam um mínimo de letras e saberes; sendo fato, contudo, que não há registros diretos de suas bandeiras, nem mesmo de sua vida privada. Além disso, quando visto com os valores do presente, é realçado como um vulgar, mais que isso, como um maldito caçador de indígenas (os povos primitivos), ainda mais, é visto como tendo sido essa a razão primeira, se não única, de suas bandeiras. E assim sendo se vem dando curso a uma “caça às bruxas” típica da Idade Média. Por demais, com suas bandeiras de expansão (ao Sul, ao Norte, através do Centro-Oeste) Raposo Tavares atingiu no coração os interesses (terrenos) da poderosa Companhia de Jesus, e o fez ao destruir as chamadas Reduções Jesuíticas, nas quais indígenas ali “ajuntados” (por livre vontade?) eram ditos “libertados” da “selvageria e barbárie” em que viviam, sob o “domínio obscuro” dos pajés, para então receberem os benefícios da “civilização europeia cristã”. Pois, Raposo Tavares, para retomar aqueles territórios entendidos como luso-brasileiros, agia com força tendo o auxílio de mamelucos e indígenas. Em defesa retórica, os Jesuítas acusavam, a ele, junto a todos que os confrontavam, para denegri-los, de serem judeus ou cristãos-novos. Enfim, este livro olha para o passado com as métricas do passado e não com os valores do presente; aos leitores que ficarem acordes com minhas ideias, deixo meu sorriso; aos que não estiverem concordes, deixo minha paciência, já que não pretendo convencer ninguém. Apenas olhei para trás e o vi como vi.
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