Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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“Sonho que se sonha dormindo é só um sonho. Sonho que se sonha acordado é devaneio. E agora, quando são muitos que sonham acordados? Alucinação coletiva? Universo paralelo? Utopia real? O problema é quando esse sonho acordado acaba ou soçobra. Como voltar a sonhar sozinho? Como voltar para a cama, se você nem estava deitado? Depois do sonho não veio a vigília, mas o pesadelo, que para muitos foi um pesadelo refrigerado. Para mim também. Mas fui despertando aos poucos e voltando à realidade. Depois que se torna adulto, a realidade até que não é tão terrível. Dá para engolir – é apenas um remédio amargo. Chegou um tempo em que até duvidamos que tínhamos sonhado. Aquelas fotos eram nossas, aqueles gestos, aquela petulância, aquela urgência toda? Parecia difícil inclusive acreditar que um dia tínhamos sido jovens. Mas fomos. E sonhamos acordados – ah, muitos de nós sonhamos.”
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