Os melhores romances de amor: clássicos e contemporâneos que emocionam
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"Nada há de trivial na relação de um filósofo com a história da filosofia. Nela se entremeiam filiações e rupturas, gratidões e vinganças, clausuras e libertações. Neste livro, o leitor poderá compreender melhor a relação de um dos mais celebrados pensadores contemporâneos - o filósofo e militante italiano Antonio Negri - com aquele que foi uma das mais importantes figuras intelectuais do século XX - o filósofo francês Michel Foucault. Através dos artigos, seminários e entrevistas aqui reunidos, inéditos em português, a filosofia política de Foucault, bem como seus conceitos fundamentais (tais como os de poder, biopolítica, controle, dispositivo, subjetividade e outros) -, são apresentados ao leitor sob a instigante e criativa interpretação de Negri. Nela, à semelhança do tratamento dado pelo filósofo italiano à reflexão de outras personagens da história da filosofia, o pensamento foucaultiano será retomado não por fidelidade, mas por sua força, sendo impelido ao seu ponto mais agudo." - Jefferson Viel
Antonio Negri [1933] é um filósofo e militante italiano. Especialista em Filosofia do Direito, escreveu de maneira original sobre Espinosa, Marx e Leopardi. Durante os anos 1960 participou do operaísmo italiano e de diversos movimentos de extrema esquerda. Seu engajamento político custou-lhe, em 1979, a acusação infundada de ser o mentor intelectual do sequestro e assassinato do líder da Democracia Cristã, Aldo Moro, pelas Brigadas Vermelhas. Após anos de prisão, exilou-se na França, onde lecionou na Universidade de Paris VII e no Collège International de Philosophie. Lá, estreitou laços com o pensamento de Gilles Deleuze, Félix Guattari e Michel Foucault, os quais marcaram profundamente sua trajetória teórica posterior. Em 1997, voltou voluntariamente à Itália para cumprir mais seis anos e meio de detenção e assim desbloquear a situação dos detentos políticos remanescentes. Na esteira das mutações no mundo do trabalho e na esfera do poder que marcaram o final do século XX, tão decisivas quanto incompreendidas, escreveu Império [2000], Multidão [2004] e Commonwealth [2009], todos em coautoria com o norte-americano Michael Hardt [1960].
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