Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Na reta final de um dos mangás de terror mais lidos da última década, ficção e realidade se mesclam, com a maldição imaginada por Masaaki Nakayama saindo das páginas para assombrar seu próprio autor! Publicado originalmente entre 2010 e 2018 na revista Nemesis, PTSD Radio: Frequências do Terror deixou uma marca profunda na mente de seus leitores. Rompendo com todas as fórmulas tradicionais para se contar uma história, o brilhante mangaká Masaaki Nakayama compôs uma verdadeira cacofonia radiofônica de imagens macabras, desvelando aos poucos a narrativa caleidoscópica da sina de Ogushi-sama, um deus desvirtuado que atormenta suas vítimas ao longo de gerações. Por volta de 2016 e 2017, entretanto, Nakayama passou a se afastar da série por longos períodos, e os novos capítulos foram publicados cada vez mais esporadicamente, até que ele decidiu abandoná-la em definitivo, sem jamais ter deixado qualquer tipo de conclusão formal. O que teria levado um quadrinista em plena ascensão a se distanciar de sua obra mais conhecida, mesmo diante do sucesso de vendas e dos elogios fervorosos? As respostas estão aqui, neste terceiro e último volume, mas elas são tão inexplicáveis que se confundem com a própria HQ. Maior do que as anteriores, a edição final deste fenômeno do horror japonês contemporâneo traz os últimos capítulos desenhados por Nakayama, expandindo ainda mais a rede de segredos e fenômenos sobrenaturais em torno do campo de influência de Ogushi-sama, além de alguns capítulos extras, concebidos durante os hiatos. Neles, são relatados em primeira mão todos os eventos misteriosos que se passaram com o autor e as pessoas à sua volta durante a produção do mangá: uma doença atípica, barulhos indecifráveis, um altar xintoísta largado no armário de um estúdio supostamente mal-assombrado... Tudo isso e muito mais em quase 400 páginas de puro desespero, em papel pólen bold de alta gramatura, com sobrecapa e um marcador de páginas exclusivo, fechando a coleção com os volumes 5 e 6 da série encadernada japonesa, publicados pela Kodansha entre 2017 e 2018. Conheça os mistérios reais e fictícios de um dos mangás mais apavorantes já feitos. Ou fuja enquanto ainda pode...
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