Os benefícios comprovados da leitura para o cérebro e a vida
Ciência confirma: ler regularmente melhora a memória, reduz o estresse e aumenta a empatia. Veja o que a pesquisa diz e como incorporar a leitura na sua rotina.
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“O senhor diz que não se esquece nada sem um motivo”. Em Psicopatologia da vida cotidiana, Sigmund Freud reúne a investigação sobre os pequenos tropeços que pontuam a vida ordinária: o nome que teima em não vir à memória, a palavra estrangeira que some numa conversa, o verso do poema que se distorce ao ser recitado, o objeto que se perde, o ato que escapa ao controle da vontade. Para Freud, nenhum desses fenômenos é acidental. Partindo de exemplos colhidos na própria auto-observação e em relatos de colegas e pacientes, Freud demonstra que por trás do esquecimento de nomes, dos lapsos de fala, de leitura e de escrita, das ações acidentais e dos erros aparentemente banais opera sempre um motivo — oculto à consciência, mas determinável pela análise. O material reprimido não desaparece: ele se expressa por desvios, substitutos e falhas, revelando desejos, aversões e conflitos que a mente consciente procura afastar. Ao estender esse princípio à superstição e à crença no acaso, Freud propõe que o determinismo psíquico governa também o que julgamos ser coincidência ou capricho do destino. O que chamamos de acaso é, muitas vezes, a forma velada pela qual o inconsciente se faz presente. Publicada originalmente em 1901, esta obra introduz ao leitor alguns dos conceitos fundamentais da psicanálise através da porta mais inesperada: os tropeços cotidianos de qualquer pessoa de nervos saudáveis.
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Sigmund Freud, nasceu em Freiberg, na Morávia (hoje República Tcheca). Devido a problemas econômicos, sua família se mudou para a Aústria em 1860. Aos 17 anos, Freud ingressou na Universidade de Viena para estudar medicina. Em 1886, se casou com Martha Bernays e abriu uma clínica especializada em distúrbios nervosos, onde desenvolveu o princípio da psicanálise. No ano de 1900, foi designado professor na mesma universidade. Em 1938, refugiou-se com sua família em Londres, em função da perseguição nazista. Depois de sofrer dezenas de intervenções cirúrgicas devido a um câncer de palato, Freud faleceu, em 1939. Entre suas obras mais conhecidas se encontram A interpretação dos sonhos (1900), Totem e tabu (1912) e O ego e o id (1923).
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