Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Modos de Intervenção e Testemunhos ClíNicos
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Este livro é testemunha do que pode a psicanálise quando toma parte da vida na cidade e não teme o encontro com suas margens. Psicanálise implicada, termo eleito para tratar o Programa Já É, é um excelente modo de nomeá-la, pois foge das dicotomias que tendem a opor psicanálise pura e psicanálise aplicada, numa recusa a qualquer distinção entre o que seria um tratamento-padrão na psicanálise e suas variantes. As experiências que o livro narra trazem um traço em comum: elas acontecem em territórios invariavelmente feitos de precariedades e risco, ao mesmo tempo no coração das cidades e nos confins do mundo. De que forma isso nos implica como psicanalistas? É Lacan quem ensina: se a escuta é do inconsciente, o inconsciente é a política. Isso vale para a pesquisa psicanalítica, para o trabalho com o campo das políticas públicas, para a aproximação entre Universidade e Comunidade: não há clínica que não seja política, e o sujeito do desejo há de andar invariavelmente de braços dados com um sujeito de direitos. A aposta é de que uma psicanálise vivificada possa emergir em qualquer canto da cidade, uma psicanálise capaz de intervir na transformação do cotidiano, ao mesmo tempo em que é, ela própria, transformada pela experiência que sua intervenção coloca em movimento. Fica o convite à leitura – ela também pode nos ser transformadora. Por Analice Palombini
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