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Este volume da cultuada poeta argentina Alejandra Pizarnik reúne uma diversidade de escritos – desde artigos e ensaios até entrevistas, peças teatrais, resenhas de escritores de sua estima, relatos e textos de humor – proporcionando uma nova perspectiva sobre sua obra, até então conhecida quase exclusivamente pela produção poética. Muitos destes textos são permeados pelos mesmos motivos e figuras recorrentes em seus versos: a sedução e a nostalgia impossíveis, a tentação do silêncio, a escrita como espaço cerimonial onde se exaltam a vida, a liberdade e a morte, a infância, os espelhos e o duplo ameaçador. No entanto, apesar da evidente coerência entre sua prosa e obra poética, descobrimos nestas páginas uma Alejandra surpreendentemente livre e ilimitada, dona de um humor peculiar que poucos poderiam imaginar. Organizado e publicado postumamente, este volume com tradução de Nina Rizzi e Paloma Vidal consolida a prosa da autora, tornando acessíveis textos que antes estavam dispersos em revistas ou permaneciam como manuscritos inéditos. A obra é considerada leitura complementar indispensável para os admiradores de sua poesia.
Alejandra Pizarnik nasceu no dia 26 de abril de 1936, em Avellaneda, cidade da região metropolitana de Buenos Aires. Flora Pizarnik era seu nome de batismo, e seus pais eram imigrantes russos judeus que chegaram à Argentina três anos antes de seu nascimento. Seu primeiro livro de poemas, La tierra más ajena, foi publicado em 1955 e assinado como Flora Alejandra Pizarnik. Em seguida vieram La última inocencia, de 1956, e Las aventuras perdidas, de 1958. Estudou filosofia, letras e jornalismo, porém sem concluir os estudos universitários. Em 1960, mudou-se para Paris, onde viveu durante quatro anos e travou amizades com os escritores Julio Cortázar e Octavio Paz, tendo este último escrito o prólogo de seu livro seguinte, Árbol de Diana, de 1962. Em 1965, após seu retorno à Argentina, publica Los trabajos y las noches. Seus livros seguintes são Extracción de la Piedra de Locura, de 1968, e El Infierno Musical, de 1971. Em 1972, aos 36 anos, Pizarnik morre após ingerir uma quantidade letal de barbitúricos, deixando escrito na lousa de seu apartamento: “Não quero ir/ nada mais/ que até o fundo.”
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