Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Ele vive em uma grande cidade, passa a maior parte do tempo em seu quarto, jogando videogame, e não achou nada animador viajar para uma casa no campo. E o que seu cachorro tinha de correr para o meio do mato? E o que aquela menina estranha estava fazendo bem no meio do seu caminho? Para piorar, começou a chover, e, para piorar ainda mais, a bateria do seu game ia acabar e ele já estava sentindo um pouco de fome. A garota lhe ofereceu uma maçã, que ele odeia, e uma carona em sua bicicleta. Para onde? Era o que faltava, uma casa maluca. Mas por que não aproveitar? Às vezes, uma aventura inesperada é capaz de nos mostrar um mundo novo, apesar de nossas tentativas de manter tudo sob controle e do jeito que a gente sempre faz. Ele descobriu que há outras possibilidades de passar o tempo, de se relacionar e viver, além das jogadas previsíveis do seu videogame.
Felipe Kehdi nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1986. Atualmente mora em Barcelona, onde trabalha como animador, ilustrador, motion designer e compositor de animação. É graduado em Comunicação Social e em Efeitos Visuais, com interesse em diferentes estilos narrativos. Estudou animação gráfica, quadrinhos e ilustração, meios nos quais gosta de fazer experimentos para contar histórias inspiradas em referências de cinema, fábulas, fotografias, HQs e eventos da vida real. O projeto teve ilustrações selecionadas para o catálogo Iberoamérica Ilustra e recebeu a Menção Especial no 1º Prêmio Filex de Ilustração e Livro Ilustrado. Prisma é sua primeira publicação.
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