Os melhores livros de neurociência para leigos curiosos
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A Obra do Artista Multimeios Rubens Mano
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O livro informa a trajetória de Rubens Mano. Após participar do projeto Arte/Cidade, em 1994, o artista dá início a uma série de trabalhos com os quais procura atuar nas conexões entre os sistemas de construção de espaços e a maneira como se experimenta ou se ativa tais ambientes. Fortemente ilustrado e bilíngue (inglês e português), princípio ativo retoma os principais trabalhos e ações de Mano, mesclados a um ensaio da pesquisadora Aline Dias. Boa parte dos trabalhos são acompanhados por pequenos textos escritos pelo artista.
Rubens Mano formou-se em Arquitetura e Urbanismo (1984), quando iniciou seus estudos em fotografia. Desde então, correspondências entre imagem e espaço passaram a constituir a trama conceitual que fundamenta seu projeto como artista. Com "detetor de ausências", realizado para o projeto Arte/Cidade, dá início a uma série de trabalhos com os quais procura atuar nas conexões entre os sistemas de construção de espaços e a maneira como experimentamos ou ativamos tais ambientes. Durante a elaboração do mestrado em poéticas visuais (2003), formula o conceito de intervalo: ação que se instala nas fissuras dos regimes de alteração e transformação da paisagem urbana, e que visa à ressignificação das dimensões constitutivas do "lugar da ação". Inscritas nas relações que envolvem a configuração de espaços e os regimes de construção de imagens, suas ações buscam problematizar processos de produção do espaço social que organizam e controlam os modos de constituição de lugares, sinalizando um viés crítico relativo a normas e fluxos que regulam a esfera urbana. Sua prática decorre de ampla negociação e envolve significativa colaboração dos distintos agentes envolvidos, trazendo enquanto dinâmica importantes aportes para o repertório constitutivo das ações, alargando suas superfícies visíveis, articulando linguagens e saberes e exercitando inclusivas dinâmicas de inscrição. Participou da Trienal da Imagem, Guangzhou (2021); da 2ª Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra (2017); da Bienal de Cuenca (2011); da 28ª e da 25ª edições da Bienal de São Paulo (2008 e 2002); do inSite, Tijuana e San Diego (2005); e da 14ª Bienal de Sydney (2004); assim como de exposições realizadas no Centre de la Photographie, Genebra; no Museu di Arte Moderna e Contemporanea di Trento e Rovereto, Rovereto; na Pinacoteca do Estado de São Paulo; no Centro Galego de Arte Contemporánea, Santiago de Compostela; no Museum of Contemporary Art, Tóquio; no Institut Valencian de Arte Contemporáneo, Valencia; no Museu de Arte Moderna, São Paulo; e no Henry Moore Institute, Leeds. Foi contemplado com o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, Funarte (2012), o Arte e Patrimônio, MinC/Iphan (2009), a Grants Program Recipients, Cisneros Fontanals Art Foundation (2006) e a Bolsa Vitae de Artes, Fundação Vitae (2003).
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