Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
VivêNcias e MemóRias do Quilombo Margem da Linha/TeóFilo Otoni-Mg
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O livro “Pretas e pretos bahiminas: vivências e memórias do quilombo Margem da Linha/Teófilo Otoni-MG” reconstrói a história de Teófilo Otoni, Vale do Mucuri, em Minas Gerais, até então alicerçada nos pilares exclusivamente da imigração europeia. Neste território, por meio da oralidade, negligenciada há muito pela escrita, as narrativas de ferroviários negros, assim como de mulheres negras que compunham suas famílias e de seus descendentes diretos, sobretudo os filhos e as filhas, emergem, com a pesquisa realizada pelos/as autores/as, a partir de memórias subterrâneas, tradicionalmente silenciadas na história oficial. Essas outras histórias ressaltam a presença negra na formação da sociedade teófilo-otonense, sua contribuição nesse processo, sobretudo a partir do trabalho dos ferroviários negros bahiminas. Retratam também suas experiências de exclusão, ou inclusão pelas margens, nessa mesma sociedade. E, com elas, o contato com o preconceito e discriminação racial, percebidos nas representações pejorativas e depreciativas do negro veiculadas nos espaços públicos e privados, bem como em situações racistas cotidianas, tal como recuperadas pelas memórias apreendidas nas narrativas coletadas pelas pesquisas que resultaram neste livro. Eva Aparecida da Silva
Doutor e mestre em História pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Professor no Instituto de Ciência, Engenharia e Tecnologia (ICET), da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) – Campus do Mucuri. Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Estudos Rurais da UFVJM. Coordenador do Núcleo de Pesquisas sobre Educação, Políticas e Cidadania (NUPPEC). Organizador da coletânea História do Norte de Minas Gerais.
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