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Artes

PréDio da Escola do Jockey Club de São Paulo

1ª Edição - 2020140 páginasBei Editora*pt
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Sinopse

Com ensaio fotográfico de Carol Quintanilha e textos de Fernando Serapião, Silvio Oksman, Marina Frúgoli e Mauro Calliari, Prédio da Escola do Jockey Club de São Paulo conta a história de um edifício que, por mais de cinquenta anos, abrigou três instituições de ensino diferentes. O mais recente livro da BEI apresenta um registro de como o prédio da antiga Escola do Jockey guardou as marcas de seus diversos usos e convida especialistas para pensar em sua inserção no bairro de Pinheiros e também na cidade. Instalado em uma rua estreita e curva próxima da marginal do rio Pinheiros, o prédio foi desenhado pelo arquit eto Henri Sajous e erguido em 1952 para atender os filhos de sócios e funcionários do Jockey Club de São Paulo. Caracteriza se por seu estilo art déco e conta com auditório, laboratórios de ciências, biblioteca, pátio e quadras poliesportivas. Após o fecha mento da Escola do Jockey, o edifício abrigou os colégios Pentágono e Equipe este último até 2010. Na última década foi palco de festas, exposições e filmagens mas, entre um evento e outro, permaneceu abandonado. Tombado como patrimônio histórico em 2013 o prédio será finalmente revitalizado por meio da instalação de um edifício residencial e centro cultural, em um projeto assinado por Paulo Mendes da Rocha. O tombamento é um reconhecimento do valor histórico do edifício e determina a preservação de de alguns elementos do desenho original. É preciso ressaltar, no entanto, que tombar não significa retomar o uso de outros tempos ou resgatar aspectos idealizado do prédio, como explica Silvio Oksman, arquiteto e urbanista com ampla experiência de trabalho com patrimônio. A requalificação deve levar em consideração “todas as camadas que se sobrepõem” no bem tombado. Assim, como o prédio da Escola do Jockey está situado em um local que, de acordo com o último Plano Diretor, pode ser adensado, um projeto desse tipo pode ajudar a ressignificar e região e servir de modelo para outras intervenções da mesma natureza. O novo espaço, de todo modo, remete à função original da construção, de local de aprendizado e convivência. Os quarteirões no entorno da rua Bento Frias são descritos como uma “ilha rodoviária”por Marina Frúgoli, que retoma o conceito de “não lugar”, elaborado pelo antropólogo Marc Augé, também presente no ensaio histórico de Fernando Serapião. Curiosamente, os textos relativizam o conceito ao demonstrar a s relações afetivas e sociais que se desenvolveram nas imediações da escola por aqueles que a frequentaram. Tanto o relato da arquiteta e curadora quanto o de Mauro Calliari, ambos ex alunos de escolas que funcionaram no edifício, usam a memória como eixo de suas análises. A proposta é que o futuro centro cultural prossiga como um refúgio de permanência em um espaço de passagem, e o uso misto do complexo traga para seu interior o exercício de alteridade que uma escola deve proporcionar a seus estudantes. Na iminência dessa intervenção, Prédio da Escola do Jockey Club de São Paulo é o retrato dos primeiros momentos da história de um importante patrimônio arquitetônico da cidade.

Detalhes do livro

Título
PréDio da Escola do Jockey Club de São Paulo
Autor
Fernando | Calliari Mauro | FrúGoli Marina | Oksman Silvio Serapião
Editora
Bei Editora*
Ano
2026
Páginas
140 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788578501563
Edição
1ª Edição - 2020
Formato
Brochura

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