Como acompanhar a leitura dos alunos sem aplicar prova
A prova de livro é um termômetro ruim: só mede quem leu o resumo. Conheça métodos que avaliam a leitura de verdade e ainda aumentam o engajamento dos alunos.
Cultura, ResistêNcia e Esperança
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
A obra traz uma coletânea de crônicas mensais publicadas pela Revista Família Cristã, atualizadas e organizadas de modo a apresentar o modo de viver dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, para retirá-los da invisibilidade forçada a que estão submetidos e que permite que tantas atrocidades sejam cometidas. Foi concebida a partir da escuta franca e permeada de grandes silêncios, do contemplar os povos e seus territórios, do compromisso de defender as florestas brasileiras e seus habitantes, os quilombos e as comunidades ribeirinhas, do encontro respeitoso com aqueles que vivem e defendem a floresta, mas que constantemente são ameaçados e violentados em seus direitos. Nasceu da observação do que os arautos do progresso e os grandes projetos de desenvolvimento causam ao meio ambiente e nos arredores aonde aportam: especulação imobiliária, crescimento desordenado, tráfico de drogas, prostituição, assoreamento de igarapés, poluição, violência...Segundo o autor, Felício Pontes Jr., que atua como Procurador do Ministério Público Federal (MPF), a divulgação é peça-chave na estratégia de luta contra o preconceito, pois não se luta a favor de quem não se conhece. Ele, que desde a infância, sempre esteve em contato constante com essa população, aprendeu muito sobre sobrevivência e quebra de tabus e preconceitos. E que, no conceito de povos da floresta, há que entrar também a categoria dos migrantes, que chegam à Amazônia atraídos por grandes projetos e merecem a referência.
Nascido no Pará, Felício Pontes Jr. é Procurador Regional da República. Formado em Direito pela Universidade Federal do Pará, é mestre em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Sempre tratou de temas ligados à tutela coletiva, em especial à defesa de povos e comunidades tradicionais da Amazônia. Desde 2001, vem denunciando ao Judiciário as irregularidades cometidas pela associação entre o Governo Federal e grandes empreiteiras no projeto da usina hidrelétrica Belo Monte. Como afirma a jornalista Eliane Brum, Felício "não é um burocrata da Justiça, mas por um homem de Justiça. Passa parte do expediente bem longe das salas com ar-condicionado. No calor de 40 graus que seguidamente acomete a região amazônica, ele sacoleja em voadeiras pelos rios da Amazônia, dorme em redes nas aldeias indígenas, enfrenta corredeiras e trilhas de quilombos para alcançar os povos mais invisíveis do país. Felício Pontes Jr. é um procurador que suja os sapatos na terra às vezes ensanguentada do Brasil".
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
A prova de livro é um termômetro ruim: só mede quem leu o resumo. Conheça métodos que avaliam a leitura de verdade e ainda aumentam o engajamento dos alunos.
Biografias permitem viver outras vidas sem sair do sofá. Uma seleção das memórias e biografias mais fascinantes dos últimos anos, de gênios, sobreviventes e revolucionários.
Literatura de viagem é mais que guia turístico. Os melhores livros do gênero transformam lugares em experiências e fazem você viajar sem sair do sofá.
Para escolas, universidades, autores e editoras