Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
CrôNicas- Artigos - Memorias
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Porta Batendo o Vento é uma coletânea de crônicas e artigos. A maior parte dos textos foi anteriormente publicada em jornais, principalmente eletrônicos. São curtas narrativas e reflexões que repercutem as perplexidades do autor e seu modo de ver o mundo da vida, seus personagens e circunstâncias. São textos que nasceram impulsionados pelo desejo de registrar, pelas palavras, ora com emoção e paixão, ora com indignação, outras vezes com um pouco de ironia e humor, sem abandonar a tolerância, essa maravilha que é estar no mundo. Fazem mais perguntas do que oferecem respostas às perplexidades e angústias de quem vive no complexo e conturbado mundo de hoje. O leitor terá oportunidade de conviver, no seu tempo de leitura, com um variado rol de personagens do cotidiano: um morador de rua, uma mulher atravessando uma faixa de pedestres, outra mulher, desesperada, abandonada pelo marido, uma garota que morreu de inanição, uma japonesinha vítima da bomba de Hiroshima, um dançarino "meia-boca", alguns soldados fanfarrões, um belo pássaro na janela, um elegante teiú tomando sol, a alegria das maritacas, ratos injustiçados, um cachorro latidor que mais parece um robô, um boizinho que não queria morrer, uma galinha poedeira, um fio de cabelo "marvado", e algumas outras. A crônica de abertura, "Enchendo o Vazio", que trata da maravilhosa criatividade da linguagem infantil, menciona a reação de uma garotinha, ao ouvir o vento bater a porta: "Vó, a porta bateu o vento". O título deste livro foi inspirado nesta fala. É isso.
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