Como criar um clube de leitura na escola (e por que isso muda tudo)
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Panfletos e DeclaraçõEs do Movimento Surrealista 1970 - 2022
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Organizado por Guy Girard (Flammanville, 1959), uma das principais e mais ativas figuras do grupo surrealista de Paris, Por uma insubordinação poética é o encontro de panfletos, cartazes e declarações de vários grupos do Movimento Surrealista de 1970 a 2022. Girard é, também, o autor das breves apresentações a cada uma das declarações, panfletos ou cartazes contidos no livro. A apresentação da obra é de Michael Löwy. Os textos desta edição são diferentes entre si, abordando temas dos mais diversos, que vão desde uma carta de solidariedade dirigida à American Indian Association, em 1973, até um panfleto sobre as lutas sociais de 2006, distribuído nas ruas durante as manifestações daquele ano em Paris, passando por uma polêmica contra o filósofo Jürgen Habermas (que não conseguiu entender o que é o surrealismo) e uma denúncia (em latim impecável) contra a visita do Papa João Paulo II à França. Apesar desta diversidade, todos os materiais compartem do desprezo (para não dizer ódio) pela abjeção capitalista, e pela tirania dos múltiplos Ubus, sagrados ou profanos, de nossa época. Os textos reunidos em Por uma insubordinação poética são documentos poéticos de uma busca mágica permanente, de uma viagem arriscada em direção ao continente “Utopia”.
Guy Girard (Flammanville, 1959) descobriu o movimento surrealista em 1977, quando estudava Belas-Artes em Caën. Em 1990 passa a participar das reuniões do grupo de Paris do movimento surrealista, reagrupado por Vincent Bounoure e alguns de seus amigos depois da autodissolução de 1969. Com o passar do tempo, Guy torna-se uma das principais e mais ativas figuras do grupo, utilizando tanto canetas quanto pincéis para fixar suas realizações. Segundo Jean-Pierre Lassalle, que participou ativamente do grupo surrealista 1959 a 1966 mas jamais renunciou à sua ligação com o movimento e ao desejo ardente transmitido por Breton e seus amigos, “Guy Girard é um daqueles, a meu ver, muito raros, que ainda vivem no seio do cometa surrealista, cuja cauda se prolonga cintilante neste início de século XXI”.
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