Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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A revolução comunista não teme a arte! “(...) [o] Manifesto Por uma Arte Revolucionária Independente é um texto comunista libertário e antifascista, que proclama a vocação revolucionária da arte e sua necessária independência dos Estados e dos aparatos políticos. A ideia do documento veio de Leon Trotsky e foi imediatamente aceita por André Breton. O texto tem um forte tom libertário, especialmente na fórmula, proposta por Trotsky, que proclamava que, em uma sociedade revolucionária, o regime dos artistas deveria ser “anarquista”, ou seja, baseado na liberdade ilimitada. O manifesto foi concluído com um apelo para a criação de um movimento de base ampla, incluindo todos aqueles que se identificavam com o espírito geral do documento. Em tal movimento, escreveram Breton e Trotsky, os marxistas poderiam caminhar lado a lado com os anarquistas. Esse apelo à unidade entre marxistas e anarquistas é um dos aspectos mais interessantes do documento, e um dos mais atuais hoje em dia. Pouco depois, a FIARI (Fédération Internationale pour l Art Révolutionnaire Independent) foi fundada, reunindo não apenas apoiadores de Trotsky e amigos de Breton, mas também anarquistas, escritores e artistas independentes. A FIARI foi um belíssimo experimento marxista libertário, mas teve vida curta: em setembro de 1939, a eclosão da Segunda Guerra Mundial pôs um fim de fato à Federação.” – Michael Löwy
André Breton (Tinchebray, 1896 – Paris, 1966), foi poeta, escritor e teórico do surrealismo. Na juventude, foi influenciado pela leitura de Baudelaire e Huysmans. Já adulto, participou do Dadá, com o qual rompeu, fundando posteriormente o surrealismo, ao lado de nomes como Aragon, Peret, Naville e Desnos. Filiou-se ao Partido Comunista na década de 1940, quando foi fortemente influenciado por Trotsky.
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