Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Às primeiras horas do dia 25 de Agosto de 79, a chuva de pedra-pomes que caía sobre Pompeia parecia abrandar, fazendo com que muitos habitantes saíssem de casa em busca de um abrigo seguro. Em vão, a erupção do Vesúvio não dava tréguas e os habitantes da pequena cidade no Sul de Itália encontraram a morte nas ruas da cidade que ficou coberta de cinzas, ficando oculta durante cerca de 1600 anos até ser redescoberta no século XVIII. As várias escavações em Pompeia permitiram recriar o dia-a-dia desta cidade da Roma Antiga. As cinzas e a lama moldaram os corpos das vítimas permitindo que fossem encontradas no modo exacto como conheceram a morte, muitas delas com objectos que permitem contar a sua história. Num texto fascinante, onde não faltam imagens e mapas, a historiadora recria o quotidiano dos habitantes de Pompeia, das suas profissões, leva-nos a visitar os banhos, os seus vários bordéis, a conhecer o teatro, os jogos e diversões e apresenta-nos personagens fascinantes como a sacerdotisa Eumáquia, Públio Casca, um dos assassinos de César, os gladiadores...
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