Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Caio Porfírio Carneiro (Amigo à distância) Sempre o conheci como Caio. Às vezes, ao escrever-lhe e-mails colocava Caio Carneiro. Tornamo-nos íntimos como os escritores gostam. Através da escrita. Aconteceu quando terminei meu primeiro livro, Amando, livro de poesias. Foi-me indicado o Caio para fazer a apresentação. O que ele escreveu me fez chorar de alegria. Fiquei surpreso e conversei com meu editor sobre tudo. Meu editor disse na época: “Ele não bajula; ele escreve o que sente”. Agradeci a Deus e segui em frente, motivado, parindo muitos mais filhos literários. Ele foi o meu padrinho. Jamais nos encontramos pessoalmente. Jamais apertamos nossas mãos ou sentimos o hálito um do outro ao cochichar boas sacanagens nos nossos ouvidos para trocar palavras constrangedoras sobre seres humanos cheios de defeitos como nós. Teríamos gargalhado muito. Tenho treze livros publicados. Ele apresentou doze de meus livros, fossem poesia, filosofia, romance ou livros que tratavam da minha vida profissional sobre liderança, gestão de pessoas ou recrutamento de executivos de alto nível. Só não apresentou o décimo terceiro livro, porque já havia falecido naquele momento. Foi quando descobri que nossos ídolos também morrem. Quando soube que havia morrido, senti no fundo de mim mesmo ter perdido um grande amigo das letras. Deixou-me órfão. Cobrei-me muito por jamais ter provocado um encontro nosso para um jantar ou um almoço. Um simples café ou um belo porre, abraçado à boemia. Eu andava muito ocupado como empresário, músico, compositor, cantor, consultor, escritor, palestrante... Ser o tal multifacetado nos faz perder, às vezes, a oportunidade de dividir prazeres com quem tanto gostamos ou admiramos. Foi assim com o Caio. É que não acreditamos na morte. O Caio jamais morreria, era minha crença. Achava que um dia ou outro o encontraria. Ledo engano. Agora, quem sabe lá num tal céu. Acredito em vida depois da vida. É lá que pedirei seu perdão. Poesia revisitada, meu 14º livro, foi seu ú
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