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Literatura Brasileira

Poesia de Geladeira

1ª Edição - 2018152 páginasMoinhos Editorapt
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Sinopse

“Poesia de Geladeira” é um soco no estômago. E se você é leitor de tira-gosto ou imaginou poemas com um quê de recadinhos colados à porta esmaltada, se enganou: a poesia aqui se come fria e crua. São poemas de dentro da geladeira, não de fora. Viviane de Freitas estreia na literatura com um livro dedicado aos analfabetos, disléxicos, cegos, dementes, bárbaros, bêbados e gagos, porque, ao que parece, somente eles não ignoram as extremidades, essa camada de gelo que protege e preserva o núcleo da ideia num corpo invadido e sempre em processo de deterioração. Essa destinação diz muito do ponto de partida: o lirismo não sentimental e consciente de que tudo é sacrifício e descrença, tudo é morte e dificuldade, porém de ombros erguidos. Literatura em/de carne viva. Escritura que não se rende ao artifício. Arte. E aí dá pra encarar? Se sim, aviso: venha com mãos de alcançar funduras, porque elas terão de enfrentar poemas que não economizam o olhar direto e afiado às coisas que rodeiam – se se fala de morte, é para esclarecer que “morrer é caro e eu estou sem crédito”; se se fala de poesia, é para encontrá-la “sob o lodo da pia / a poesia / natimorta / gorduras e bacias”. Se é para olhar o outro, é para denunciar a conta sempre inexata que se faz à mesa no poema “quatro”. São poemas que [se] cortam e ficam, em pé, vendo sangrar. Se você ainda está aqui, certamente, tem dentes fortes, de quebrar “rimas agridoces para a fome noturna”. Talvez seja como eu, um leitor de acostamentos. Ou como ela, uma poeta que, contaminada de poesia, diz: “fecho os olhos para a vida que tenho / rastejo em direção à utopia”. Se utopia não, ternura sim, e é isso que faz oscilar a temperatura do congelador: “morrer me seduz / só falta criar coragem de cortar raiz / a poesia puxa a gente pra debaixo da terra / aí a gente fica assim, semeada, sem vontade de largar esse mundo besta”. Meia verdade: o mundo fica menos besta, mais real e palpável, depois desse livro. Mas não se engane, “poesia de geladeira” é, sim, um soco no estômago.E aí dá pra encarar? Geruza Zelnys

Detalhes do livro

Título
Poesia de Geladeira
Autor
Viviane de Freitas
Editora
Moinhos Editora
Ano
2026
Páginas
152 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788592579258
Edição
1ª Edição - 2018
Formato
Brochura

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