Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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A criança como centralidade da/na pesquisa. É mais ou menos A nesse campo, ao mesmo tempo conflituoso, desafiador e instigante, que esta obra se situa. Viviane e Mary Nelma, as autoras, com vasta experiência em pesquisa com crianças, refletem sobre importantes questões contemporâneas que se colocam quando estão em jogo a ética, o papel do investigador, a produção de dados, a triangulação e seus caminhos teóricos e metodológicos, bem como a escrita do relatório e as possíveis devolutivas do trabalho realizado às comunidades interessadas no tema. Mais do que um livro-chave, os leitores têm em mãos uma importante bússola para criar, inventar e brincar no vasto universo de possibilidades científicas/imaginativas que aí se apresentam. E a cereja do bolo (de festa) é o diálogo profícuo e frutífero, proposto pelas autoras, com o grupo de intelectuais russos denominado Círculo de Bakhtin, o que se configura enquanto mais um atestado das contribuições da perspectiva dialógica para o avanço do conhecimento em diferentes esferas na atualidade.
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