Livros essenciais para entender a história do Brasil
Para entender o Brasil de hoje, é preciso conhecer o Brasil de ontem. Uma seleção dos livros de história que mais iluminam nossas raízes, contradições e possibilidades.
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Escrito pelo Visconde de Taunay, este estudo traça um retrato histórico e literário do imperador Dom Pedro II, ressaltando suas qualidades de estadista, intelectual e homem de cultura. Taunay, que conviveu com o monarca e partilhou da vida política do Segundo Reinado, combina memória pessoal e análise crítica para apresentar um soberano dedicado à ciência, às artes e ao progresso do Brasil.Nesta edição da Editora Rebouças, o leitor tem acesso a um testemunho de época sobre a figura do imperador, escrito por um de seus contemporâneos mais ilustres.
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Visconde de Taunay foi memorialista, etnólogo, biógrafo, teatrólogo, romancista, engenheiro militar, professor, político, conselheiro, amigo próximo de parlamentares notáveis e do Imperador D. Pedro II, Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay, o Visconde de Taunay, nasceu no Rio de Janeiro em 22 de fevereiro de 1843. Filho do Barão de Taunay e de Gabriela de Robert d'Escragnolle, é descendente de uma notável linhagem. Seu avô foi o afamado pintor Nicolau Antônio Taunay e, conforme uma das notas memoráveis da biografia de seu pai, foi um dos preceptores de D. Pedro II. Cresceu Taunay nesse ambiente, e em 1868, publicou Cenas de Viagem, seu primeiro livro, em que narra suas experiências na inicial Guerra do Paraguai; aspectos da Guerra também são narrados em A Retirada de Laguna, publicado em 1871. Sete anos depois da publicação deste último relato, por um contexto político, partiu para a Europa, estabelecendo lá uma longa viagem de estudos. Voltou ao Brasil em 1880, ocasião em que encetou intensa atividade política em prol de medidas como a imigração e a libertação gradual dos escravos. Recebeu, em 1889, o título de Visconde, mas pouca coisa com tal titulação conseguiu promover, já que pouco depois veio a República. Com o advento republicano, destacou-se escrevendo numerosos artigos que visavam exaltar os aspectos positivos do período imperial recém-finalizado, em contraste com o republicano, recém-inaugurado. Em 1899, faleceu, no Rio de Janeiro, deixando vasta produção, como Inocência (1872), Lágrimas de Coração (1873), Histórias Brasileiras (1874), Ouro Sobre Azul (1875), Narrativas Militares (1878), Ao Entardecer, Céus e Terras do Brasil — Cenas e Tipos, Estudos Críticos e Memórias (1882).
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