Como presentear livros sem errar: um guia para acertar sempre
Dar um livro de presente é um ato de intimidade, você está dizendo "eu conheço você". Mas errar é fácil. Veja como acertar na escolha e surpreender quem você ama.
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Mas o que sexo tem a ver com o parto? Tudo. O parto é um território feminino, sagrado, desde que o mundo é mundo. Mas a informação que antes era transmitida de mãe para filha foi substituída por procedimentos ditados por especialistas. O que contribuiu para retirar das mulheres o protagonismo no parto. Nós mulheres pedimos desculpas por incomodar, por falar, por ousar pensar. Quem é você para escrever sobre parto se não é médica? Foi justamente a sensação de inadequação que sentia enquanto me apropriava de tanto conhecimento sobre meu corpo e poder de gerar e parir que me alertou da necessidade de autorizar a ter voz quem possui útero. Importa lembrar que nossos úteros trazem vida à terra muito antes do patriarcado se dar conta de que o esperma do macho era participante nisso. Ou você acha que nossos ancestrais sabiam tudo sobre reprodução humana? As mulheres sim, sabiam, e por isso foram parar nas fogueiras das perseguições. É por elas, por nossas tataravós sem voz, que a gente deve sim mergulhar no saber dito proibido. O parto é no seu corpo de mulher, no seu sexo, na sua vida. Pode alterar sua consciência para sempre, ou pode ser só mais uma etapa da vida animal que vivemos nos achando seres super-racionais e científicos. Parir é sexual, espiritual e revolucionário. Descubra nesse livro-testamento dedicado às mulheres e meninas brasileiras, mesmo as ainda não nascidas. Um livro leve e profundo, repleto de imagens, feito para que toda mulher possa viver uma experiência de parto sem ter que lutar por isso – e assim, sentindo essa potência – seja levada pela ocitocina a espalhar essa ideia e combater o medo.
Gaúcha do Alegrete e finalista do Prêmio Jabuti com Afeto Revolution, Eliana Rigol trabalhou como advogada de mídia e corporação em São Paulo, e anos depois migrou para o Canadá, onde outra “vida” iniciou. Gestar e parir como mãe expatriada foi um desafio que deixou uma herança de força, adaptação e muito conhecimento. Depois de mergulhar em cursos e livros sobre Parto em diversas línguas, Eliana pariu naturalmente seus dois filhos usando técnicas de hypnobirthing. Luna nasce em 2012 e altera a rota da escritora que agora era também “childbirth educator” - como são chamadas em Toronto as vozes que trabalham para disseminação da informação sobre parto e puerpério. Começou a reunir mulheres gestantes migradas em workshops para tratar do tema, até que pariu Apollo em casa. Como mentora de mulheres, na Jornada da Heroína, Eliana trabalha há mais de 8 anos com biografias femininas. Criou o curso online “Um Parto pra chamar de meu”, que já impactou a vida de centenas de mães e bebês. Migrou para Europa, onde vive há mais de cinco anos, e lançou Herstories - último livro de crônicas que traz a perspectiva de uma alma peregrina e profunda. Acredita que o futuro é feminino e ancestral, e só a ocitocina pode salvar o mundo. Com esse livro, a autora cumpre uma promessa antiga.
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