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Ciências Humanas

Paradoxo Haitiano: Identidade Negra e “Branqueamento” na Contemporaneidade

Identidade Negra e “Branqueamento” na Contemporaneidade

1ª Edição - 2021175 páginasApprispt
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Sinopse

Muitas são as histórias que cercam as bandeiras nacionais que se sucederam desde a independência do Haiti. Atualmente, o lema L’Union fait la force está inscrito sob o brasão da bandeira vermelha e azul. Entre os múltiplos sentidos deste símbolo nacional encontramos um firme desejo de superação, aquele que seria traduzido na união dos descendentes dos que lutaram contra a escravidão e o domínio francês da antiga colônia de Saint Domingue. A guerra de independência foi capaz de unir, mas o mundo haitiano rapidamente foi cindido entre o urbano e o rural, o citadino e o camponês, com os desafios da construção de um Estado e a afirmação da sociedade que lhe deu origem. A liquidação do latifúndio por meio da consolidação da produção agrícola familiar, a escolha de um nome ameríndio para a nova nação, a invenção de uma nova língua e o reconhecimento da origem africana da esmagadora maioria dos que lutaram pela independência, são processos que convivem com a reivindicação de uma herança civilizacional francesa. No debate em torno do caráter excepcional da revolução (Alexis Beaubrun Ardouin versus Thomas Madiou), na reivindicação da perfectibilidade da raça negra em meio à hegemonia do racismo “científico” (Anténor Firmin), na afirmação da universalidade da cultura do camponês haitiano (Jean Price-Mars), no desejo da reconquista da história por meio de uma nova revolução (Jacques Roumain), o paradoxo haitiano acompanha a aventura do pensamento. A grande contribuição do sociólogo Frantz Rousseau Déus é contrapor os sentidos da negritude no Haiti ou, em outros termos, as sucessivas teorias nativas do país que engrandecem suas relações com a África e com a diáspora ao tempo que incorporam a herança civilizacional francesa, a um quotidiano de relações sociais pautado pela valorização da pele clara ou branca. Entre o consumo de produtos associados ao branqueamento, noções de beleza e a dinâmica do mercado amoroso, deparamo-nos com um país onde a luta contra o racismo não se esgotou numa revolução vitoriosa contra a escravidão e a colonização. De quebra, o texto de Frantz Rousseau Déus propõe um possível diálogo com o Brasil, com outros contextos marcados pela diáspora africana e com a própria África contemporânea.

Detalhes do livro

Título
Paradoxo Haitiano: Identidade Negra e “Branqueamento” na Contemporaneidade
Autor
Frantz Rousseau DéUs
Editora
Appris
Ano
2026
Páginas
175 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786525003894
Edição
1ª Edição - 2021
Formato
Brochura

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