Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
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Na tradição da fotografia brasileira, em especial aquela voltada para as festas e ritos populares e seus personagens, a obra de Iatã Cannabrava, com os retratos da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, inscreve-se como um ato visual e político tanto de afirmação como de celebração. Realizados no início dos anos 2000, com uma máquina fotográfica Hasselblad de médio formato, - 6x6, câmera grande, robusta e analógica - essas imagens constroem uma galeria de retratos em contra-plongée, de baixo para cima. O fundo de lona, comum em retratos de rua, é substituído pelo céu da Avenida Paulista, contra o qual sujeitos montados, maquiados adornados e teatralizados olham de volta para a lente com altivez e dignidade, criando uma potência simbólica que transcende a representação.
Iatã Cannabrava é Fotógrafo, curador e agitador cultural. Foi presidente da União dos Fotógrafos de São Paulo de 1989 a 1994 e um dos fundadores da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil (RPCFB) em 2010, da qual foi seu primeiro presidente. Como produtor cultural na fotografia, foi durante anos diretor do festival internacional da Fotografia Paraty em Foco, na cidade histórica de Paraty -RJ e também cocriador do Valongo Festival da imagem, no bairro portuário do Valongo em Santos, litoral de São Paulo. Ministrou mais de 90 workshops, e seja como curador ou gestor cultural, coordenou 26 edições de festivais e encontros de fotografia, e projetos de grande porte que mobilizaram o meio, fotográfico e a sociedade como um todo para questões cívicas-ambientais colocando a fotografia como instrumento de ação social. Como fotógrafo, seu trabalho tem foco no campo documental, com ênfase na paisagem urbana das cidades brasileiras e das principais capitais latino-americanas, como em seus ensaios: Uma Outra Cidade, Tatuagem, Parada Gay, Meninas Grávidas, Casas Paulistas, entre outros. Participou de mais de 40 exposições, foi ganhador dos prêmios P/B da Quadrienal de Fotografia de São Paulo em 1985, do concurso Marc Ferrez da FUNARTE, em 1987, e de dois prêmios da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1996 e 2006. Tem suas fotografias publicadas em 8 livros e nas coleções MASP-Pirelli, Galeria Fotóptica, coleção Joaquim Paiva e MAM/São Paulo.
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