Oxalufã, o rei de Ifan, decide ir visitar o amigo Xangô, rei de Oyó. A viagem é longa, são muitos dias de marcha entre desertos, florestas e savanas. Antes de ir, ele é advertido pelo babalaô da Corte, que alerta: a viagem será perigosa. Oxalufã resolve arriscar. Renato da Silveira adaptou o trabalho de Pierre Fatumbi Verger sobre a lenda do orixá (Oxalufã é uma qualidade de Oxalá em idade avançada) e, considerando também as versões de Carybé e de Reginaldo Prandi, criou uma peça lúdica e informativa. Imagens de Edsolêda Santos também contam a história com todos os simbolismos, cores e detalhes ligados à tradição do povo iorubano.
Sobre Edsoleda
Natural da cidade de Salvador, Bahia, iniciou sua carreira como artista plástica em 1965. A partir dessa época, desenvolveu as técnicas de bico de pena e aquarela, dando ênfase ao desenho, usando como temas a arquitetura colonial de Salvador e a história em quadrinhos. Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), pesquisou várias técnicas, como pintura em acrílico, objeto e instalação; estudou temas de religião afro-baiana, procurando mostrar sempre a inter-relação arte, candomblé e natureza. Artista premiada e pesquisadora incansável, não encontrou dificuldade em ilustrar um tema tão profundo, pois, desde a infância, os mistérios da vida a encantaram, fazendo com que buscasse em sua própria experiência, principalmente a que teve com seus familiares, as maravilhosas inspirações que seu talento transforma em ações inspiradoras.
Publicou uma série de 10 livros sobre os orixás e lendas africanas pela Solisluna Editora: Exu, Ogum, Ibejis, Oxóssi, Oxum, Oxumaré, Xangô, Iemanjá, Nanã, Obalauê e Oxalufã sendo autora e ilustradora de todos.