Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Com texto simples e ilustrações grandes e muito coloridas, Ossos do ofício é uma história que leva as crianças pequenas a passear com Nilo, um cachorrinho que um dia sai de casa bem cedo e começa a vagar sem rumo, sem ter nenhum lugar especial aonde queira ir. Como quem não quer nada, ele dá uma paradinha aqui, outra ali. Logo se vê que é muito observador, mas não é em tudo que presta atenção. Nilo está interessado no trabalho das pessoas, no ofício que elas exercem. Por onde quer que passe, há gente trabalhando. Ele olha e faz um comentário: "Quando a coisa pega fogo, chamam os bombeiros"; "Quem conhece a história dos dinossauros é a paleontóloga", "O que eu gosto no cabeleireiro é de sentar na poltrona e vestir aquela capa enorme"; "Pintores pintam de tudo, pintam paredes, pintam o mundo". Depois de conhecer uma infinidade de profissões, Nilo acaba se perguntando: "E eu? Qual será o meu trabalho? Será que o meu ofício é apenas ser um roedor de ossos?". A essa altura, já chegando em casa, ele vê a alegria com que seus donos o recebem e conclui que o seu trabalho não é outro senão este: "É deixar as pessoas felizes".
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