Como ler mais livros: 10 hábitos dos leitores que devoram 50 livros por ano
Ler 50 livros por ano parece impossível? Não para quem adotou os hábitos certos. Descubra as estratégias usadas por leitores vorazes para encaixar mais leitura no dia a dia.
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Em 1985, Yale Tishman, jovem diretor de fomento de uma galeria de arte em Chicago, está prestes a dar uma tacada de mestre ao captar uma coleção extraordinária de obras dos anos 1920: Modigliani, Metzinger, Soutine, Pascin, Hébuterne, Foujita... Ao mesmo tempo que a carreira começa a deslanchar, o massacre provocado pela epidemia de AIDS cresce à sua volta, aproximando-se impiedosamente daqueles que tanto ama e trazendo consigo o preconceito, o descaso e a indiferença de um governo propositalmente negligente. Enquanto Yale se despede de Nico – um de seus melhores amigos –, o relacionamento com Charlie, companheiro e ativista dos direitos LGBT, começa a ser testado pelo efeito dominó provocado pelas mortes. Charlie e Yale sabem que o vírus está rondando perigosamente o casal. Trinta anos mais tarde, Fiona, a melhor amiga de Yale e irmã de Nico, está em Paris tentando encontrar a filha que sumiu com o companheiro após entrar para uma seita. Hospedada com um velho amigo, fotógrafo renomado que documentou a epidemia em Chicago, ela encara as devastadoras maneiras como a AIDS afetou sua vida e sua relação com a filha, com a família e consigo mesma. Essas duas histórias interligadas nos mergulham na profunda tristeza e no caos que assolou os anos 1980, enquanto Yale e Fiona lutam para encontrar esperança em meio à catástrofe. Makkai nos transporta magistralmente para um mundo de amor e perda, de sonhos e decepções, e para o coração da comunidade gay sendo aniquilada não somente pelo vírus e pelo medo, mas também pela falta de remédios, de assistência médica, de vontade política, de políticas públicas e, principalmente, pela falta de compaixão e empatia. Uma obra-prima da literatura moderna, OS QUE TANTO ACREDITARAM levanta questões como ativismo, redenção, tragédia, otimismo, hipocrisia, e de como nos conectamos com os horrores de uma doença mortal, com o legado do vírus, com a solidão de uma geração dizimada, mas também com o poder da amizade e da generosidade, poder que aflora em momentos tão dolorosos quanto o início da epidemia de AIDS.
A finalista do Pulitzer Rebecca Makkai é uma consagrada autora traduzida em mais de 20 idiomas, Guggenheim fellow (2022), mestre em Belas-Artes, integrante do corpo docente na área de Literatura das universidades de Nevada e Northwestern e diretora artística do StoryStudio Chicago. É autora do thriller I Have Some Questions for You (em breve pela Editora Valentina). Seus trabalhos foram publicados, entre outros, na antologia The Best American Short Stories e nas revistas Harper’s e Tin House. Divide seu tempo entre Chicago e Vermont, onde mora com o marido e as duas filhas.
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