Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
Necroescritas e Desapropriação
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“Um título que brilha com luz própria entre os poucos estudos internacionais sobre a escrita no século XXI. Não apenas por suas reflexões afiadas sobre espaços emblemáticos e onipresentes, como a oficina literária ou o Twitter, mas também por sua capacidade de tecer uma teia de aranha entre autores que são menos distantes do que poderiam parecer à primeira vista.” Jorge Carrión Entre o plágio e a criação, a expropriação e a reescrita de textos existentes, a escrita do século XXI deixou de ser o espaço da introspecção autoral para se converter numa experiência comunitária contemporânea. Uma provocativa reflexão a favor da literatura como atividade solidária a partir de uma experimentação que não exclui os meios da atualidade, como oficinas, slams e a internet.
Cristina Rivera Garza (1964) nasceu em Matamoros, no México, na fronteira com os Estados Unidos. É autora de Nadie me verá llorar, Autobiografia do algodão e O invencível verão de Liliana, pelo qual recebeu diversos prêmios, entre eles o prêmio Iberoamericano de Letras de 2021 e o Pulitzer, em 2024. Também mereceu o Anna Seghers de literatura latino-americana, o Bellas Artes de Novela José Rúben Romero, o Excelencia en las Letras José Emilio Pacheco, o Sor Juana Inés de la Cruz (duas vezes), o Roger Caillois e o recente Xavier Villarrutia. Sua obra foi traduzida para o inglês, italiano, alemão, coreano, francês, esloveno e português. É professora da Universidade de Houston, onde fundou o doutorado em Escrita Criativa.
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