Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Fabián Casas é uma espécie de J.D. Salinger de Boedo, bairro tangueiro de Buenos Aires repleto de imigrantes e Q.G. do Club Atlético San Lorenzo, onde se passam as histórias deste livro e de outros mais do surpreendente poeta, cronista e ensaísta argentino. Nelas, a adolescência nos anos 70 e a juventude dos 80 encontram seu crisol poético, dando forma à matéria-prima de uma mitologia pessoal. Livro de memórias ou ficção transformada pela lembrança, Os Lemmings e outros trafega pela épica da delinquência – campinhos de futebol, fábricas abandonadas, terrenos baldios, brigas de gangues e o primeiro amor –, por algo que nunca é dito, apenas intuído. O boedismo zen, inventado pelo japa Uzu, por Máximo Disfrute, gordo Noriega, o tano Fuzzaro e outros lemmings, é feito de fábulas, anedotas e aventuras. Com poderosa oralidade, Casas recria um mundo não muito longe da Budapeste habitada pelos meninos da rua Paulo, criação do húngaro Ferenc Molnár, ou do deserto de Sonora no qual se ocultam os detetives selvagens de Roberto Bolaño.
Fabián Casas nasceu em Boedo, em 1965. Publicou os livros de poesia Tuca (1990), El Salmón (1996), Oda (2003), El Spleen de Boedo (2003) e El Hombre de Overol (2007), todos reunidos em Horla City (2010). Estreou na ficção com Ocio (2000), adaptado para o cinema em 2010. Os livros Ensayos Bonsai (2007) e Breves Apuntes de Autoayuda (2011) reúnem seus ensaios.
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