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História e Geografia

Os Infames da HistóRia

Pobres, Escravos e Deficientes no Brasil

2ªEdição - 2015464 páginasLamparinapt
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Sinopse

Cliq Magali Gouveia Engel Prefácio  Apresentação  Problematização genealógica da deficiência  Passos e descompassos da pesquisa  1. Monstros e degenerados  1.1. A terra descoberta: monstros, maravilhas e seu avesso  1.2. O índio: monstro canibal  1.3. Monstros: do mundo das similitudes ao das representações  1.4. A biologia dos monstros: degenerescência da espécie  1.4.1. Hereditariedade e monstruosidade  1.4.2. Morel e a degenerescência da espécie  1.5. Espelhos da alma: os estigmas da degenerescência  1.6. O idiota: monstro completo  1.7. Surdo-mudo: forma teratológica parcial  1.8. Monstros famosos das feiras, monstros infames da ciência  2. Os tribunais: Inquisição e eugenia  2.1. Da inquisição moderna à medicina social  2.2. A peste e o poeta: a história de Brites Fernandes de Camaragibe  2.3. Brites: personagem do controle inquisitorial  2.4. Mentecaptos, cegos e surdos: outros casos inquisitoriais  2.5. A Inquisição e a colônia  2.6. Confissão: sexo anormal dos anormais  2.7. Movimento eugênico: tribunal de todos os desvios  2.7.1. Utopia eugênica: em defesa da espécie e da ordem social  2.7.2. Medidas regeneradoras: proibição de casamentos, esterilização e extermínio  2.7.3. Medidas profiláticas: prevenção e educação  2.8. Retrato da tristeza brasileira: o doente cantor da misericórdia  3. Corpo cativo e corpo assujeitado: as marcas da deficiência  3.1. Os fantasmas reais da escravidão  3.2. Corpo cativo e seus destinos: apresamento, viagem e exposição nos mercados  3.3. Escravos, escravizáveis e fardos sociais  3.4. Pau, pão e pano: a escrita no corpo  3.4.1. Os três “p’s”: mortalidade, suicídios e doenças  3.4.2. Pão e pano: alojamento, vestimenta e alimentação  3.4.3. Pau: as marcas da escrita no corpo  3.5. Corpo cativo: saberes, rebeldias e resistências  3.5.1. Rebeldias e rebeliões  3.5.2. Outras resistências: vida comunitária, família e redes de solidariedade  3.6. Corpo descartável e trabalho industrial  3.6.1. Divisão de trabalho: do canavial às funções especializadas da fábrica do engenho  3.6.2. As mutilações do trabalho: Teresa de Cabinda, a rainha escrava do Engenho de Sebiró  3.6.3. Trabalho escravo: deformidades e doenças  3.6.4. Escravo: o corpo descartável do poder médico  3.7. As teorias do racismo: domesticação e disciplina  3.7.1. Estatuto da pureza de sangue e a exclusão do gentio  3.7.2. A emergência da noção de raça: o racismo científico  3.7.3. Conde Gobineau no Brasil  3.7.4. Imagens leigas do negro e saberes competentes: o darwinismo social de Nina Rodrigues  3.7.5. O negro: objeto da ciência de Henrique de Brito Belford Roxo  3.7.6. Miscigenação, consanguinidade e embranquecimento  3.7.7. O elogio ao mestiço: um racismo à brasileira  3.7.8. Racismo: domesticação do negro, disciplina para o imigrante  3.8. Do trabalhador livre ao operário higienizado: corpo deficiente e fardo social  3.8.1. Formas de trabalho assalariado e o trabalhador indígena  3.8.2. Desclassificados, desocupados e vadios  3.8.3. As classes perigosas: naturalização do perigo social na pobreza  3.8.4. Corpos úteis e corpos inúteis: eficiência e deficiência  4. A exclusão colonial  4.1. A terra descoberta: reino da exclusão  4.1.1. Marranos no reino da exclusão  4.1.2. O grande internamento sem muros: purgatório dos brancos, ergástulo dos delinquentes  4.1.3. Novos contornos da exclusão: caridade e pobreza  4.1.4. O jogo complementar entre exclusão e inclusão  4.2. Urgências do controle sobre a colônia: os instrumentos da caridade  4.2.1. Vilas coloniais: cenário do movimento da caridade  4.2.2. Doentes, defeituosos e vadios: os males da miséria na colônia  4.2.3. As Misericórdias: instrumento de controle da colônia  4.2.4. Irmandades de ajuda mútua  4.3. Novas vigilâncias: a aliança médico-filantrópica  4.3.1. Desordem social e segurança das cidades  4.3.2. Família e normalização da infância  4.3.3. Limpeza urbana e repressão  4.3.4. O hospital: apropriação do corpo doente pelo poder médico  4.3.5. Filantropia e racionalidade empresarial: o controle da miséria  5. A inclusão institucional  5.1. A higienização da criança pobre: prevenir fardos e perigos sociais  5.2. “Assistência mal praticada e caridade irrefletida”: a naturalização da pobreza  5.3. Biopoder e controle censitário para os corpos irrecuperáveis ao trabalho  5.4. Institucionalizações da psiquiatria e os discursos médico-pedagógicos: a criança anormal  5.4.1. A inclusão do idiota nas “diversas espécies de alienados”: distinções e assimilações  5.4.2. O idiota, modelo de monstruosidade moral: natureza e civilização  5.4.3. A loucura moral e a assimilação do idiota ao louco: os tipos intermediários  5.4.4. A educabilidade do idiota  5.4.5. Infância e loucura  5.4.6. A psiquiatrização da infância e as noções de instinto e desenvolvimento  5.4.7. O início do século XX e a expansão da psiquiatria: nasce a criança ano

Sobre Lilia

Lilia Ferreira Lobo é professora aposentada do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense(UFF).

Detalhes do livro

Título
Os Infames da HistóRia
Autor
Lilia Ferreira Lobo
Editora
Lamparina
Ano
2026
Páginas
464 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788583160335
Edição
2ªEdição - 2015
Formato
Brochura

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