Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Para ilustrar alguns destes casos, quero me referir a estes sujeitos que participam de uma pluralidade de práticas sexuais e que são chamados de "perversos"; aos sujeitos que usam e abusam das drogas com laços de dependência; a certos tipos de delinqüentes ou mesmo aqueles que desenvolvem uma busca compulsiva [cleptomania] ou violenta do objeto. Refiro-me ainda aqueles que sofrem de uma ingestão descontrolada de alimentos, como em certos casos de bulimia, ou mesmo esse "comer nada" do anoréxico, ao fascínio do jogador pelo acaso e, mais próximo aos nossos dias, à "adição", à internet, aos games... Todas estas manifestações que, de uma maneira ou de outra passam a fazer parte de um discurso dominante, vem revelar que o sujeito quando realiza qualquer uma delas, movimenta-se numa dimensão do espaço-tempo entre a Lei e a transgressão. Por suas diversidades clínicas, elas muitas vezes não têm sido consideradas como concernentes ao campo da psicanálise.
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