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Uma HistóRia Pessoal de Sergio Moro
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Rosangela e Sergio Moro se conheceram nas salas de aula: ele, professor rigoroso que punia as faltas; ela, aluna que se sentia injustiçada. Reencontraram-se pouco depois da formatura de Rosangela e estão juntos desde então. São mais de vinte anos de casamento, dois filhos e inúmeros momentos difíceis vividos pela família em função da carreira do ex-ministro. Em Os dias mais intensos, Rosangela abre o coração e recorda situações que preferiria esquecer. Afinal, a família precisa de proteção especial desde os tempos em que o então juiz ia atrás de traficantes de drogas. Em uma narrativa emocionante, ela conta alguns momentos marcantes da Operação Lava Jato como o dia em que Lula foi preso e a notícia do vazamento do telefonema entre o ex-presidente e a então presidenta Dilma. No capítulo “Tchau querida”, descobrimos que Moro estava jogando basquete com os filhos enquanto o Brasil parava na frente da televisão. “Ele toma Morotril”, diz Rosangela, referindo-se à calma do marido. Tensa, mesmo, foi a passagem do então juiz no governo de Jair Bolsonaro. Como ministro da Justiça e da Segurança Pública, Moro acumulou frustações e frituras, relembradas em detalhes por Rosangela. Em um primeiro momento, ela achava que Bolsonaro poderia ser o regente de uma orquestra em que o marido e os demais ministros atuariam, mas comenta no livro que existiam divergências entre eles. Os dias mais intensos oferece um olhar privilegiado sobre a história de um dos personagens mais importantes do Brasil, alguém que foi fundamental na luta contra a corrupção e teve a coragem de enfrentar empresários todo-poderosos e políticos de esquerda e de direita.
Nascida em 28 de maio de 1974, Rosangela Wolff Moro é filha de uma professora e de um mestre de obras que não pouparam esforços para a educação dos filhos em excelentes escolas em Curitiba. Cursou a Faculdade de Direito de Curitiba, especializando-se em direito público, ramo no qual atua até hoje. Casada com Sergio Moro, acompanhou-o em sua trajetória de magistrado pelo interior do Paraná e de Santa Catarina até 2003, quando fixou novamente residência em Curitiba. Identificou-se com o movimento das APAEs e com as associações de pessoas com doenças raras e vem prestando serviços jurídicos para esse segmento. Publicou dois livros: Regime Jurídico das Organizacões da sociedade civil, de 2014, e Doenças raras: entender, acolher e atender, de 2020. Fez pós-graduação em Direito Tributário na Universidade de Joinville. Tem dois filhos.
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