Literatura africana contemporânea: vozes que o mundo precisa ouvir
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No Outono de 1922, Albert e Elsa Einstein embarcaram numa viagem de mais de cinco meses ao Extremo Oriente, que o famoso físico desconhecia, tendo, no regresso, visitado a Palestina e a Espanha. O longo itinerário incluiu uma estadia de seis semanas ao Japão, de doze dias à Palestina e de três semanas a Espanha, além de paragens em Hong Kong, Singapura e Xangai. Uma viagem memorável que foi registando no seu diário. As entradas em estilo telegráfico contêm as reflexões de Einstein sobre a geografia, história, ciência, filosofia, arte e política, bem como as suas impressões imediatas sobre o que viu e pensamentos relativos a alguns eventos. Algumas passagens revelam os estereótipos de Einstein quanto aos nacionais de várias nações e levantam questões sobre as suas atitudes sobre a raça. Uma obra que integra fac-símiles das páginas do diário, acompanhadas da tradução, uma introdução histórica, textos adicionais, ilustrações e anotações. Uma viagem terminada há precisamente cem anos, durante a qual o sábio recebeu a notícia do prémio Nobel. O diário revela a pessoa de Einstein para lá das suas teorias científicas; por vezes irónico, outras vezes feliz, sempre profundamente humano. O diário fornece-nos percepções emocionantes sobre a experiência da viagem de Einstein, registada pelo próprio. Ele escrevia diariamente, acompanhando por vezes o seu texto com desenhos de coisas interessantes que viu, como vulcões, barcos e peixes. Registou tanto as suas impressões imediatas da viagem como reflexões mais longas sobre as suas leituras, as pessoas que foi conhecendo e os lugares que ia visitando. Entre outros temas, também anotou, ocasionalmente, acontecimentos mundiais contemporâneos. «A viagem é esplêndida. Estou encantado com o Japão e com os japoneses e tenho a certeza de que também ficaria. Além do mais, uma viagem marítima como esta é uma magnífica experiência para um pensador — tal como um mosteiro. Acresce o calor acariciante perto do equador. A água morna escorre languidamente do céu e espalha a paz e uma sonolência calma e vegetativa — esta pequena carta testemunha isso.» Albert Einstein para Niels Bohr, perto de Singapura, 10 de Janeiro de 1923. «[…] Qualquer pessoa interessada no carácter complexo, por vezes contraditório, de Einstein será agradavelmente seduzida pela leitura dos seus estimulantes Diários de Viagem.» Andrew Robinson, Science.
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