Os melhores livros sobre feminismo para todos os níveis de leitura
Do manifesto clássico ao ensaio contemporâneo, o feminismo tem uma biblioteca vasta e acessível. Uma seleção para quem quer entender o movimento que transformou o mundo.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
“Não faz sequer dois meses que uma tranquilidade plena se restabeleceu em meu coração. Há muito que já não temia mais nada, mas ainda esperava, e tal esperança, ora instigada ora frustrada, era uma via pela qual mil paixões diferentes não cessavam de me agitar. Um acontecimento tão triste quanto imprevisto finalmente apagou de meu coração esse fraco raio de esperança e me fez ver meu destino irremediavelmente fixado nesta terra. Desde então, resignei-me sem reserva e reencontrei a paz.” Escrito nos dois últimos anos de vida de Jean-Jacques Rousseau, entre 1776 e 1778, Os Devaneios do Caminhante Solitário é um testamento do filósofo suíço sobre a natureza do homem e dele próprio. A obra foi publicada postumamente, em 1782. Misto de diário e ensaio filosófico, o livro retrata dez caminhadas meditativas de Rousseau por bosques e campos. Em cada passeio, um tema é abordado, da mentira à felicidade, passando pela solidão e pela hipocrisia, entre outras experiências fundamentais da existência humana. Os Devaneios do Caminhante Solitário é um retrato de Rousseau essencial para todos os admiradores deste grande filósofo.
Jean-Jaques Rousseau nasceu em Genebra no ano de 1712, em uma situação trágica: sua mãe morre ao lhe dar à luz. Na mesma cidade, muitos anos depois, começou a trabalhar como empregado do notário, converteu-se ao catolicismo e fugiu para Turim. Em 1744, instalou-se em Paris, onde passou a escrever óperas – situação que o pôs em contato com os mais influentes intelectuais de sua época. Rousseau, então, conheceu Voltaire, que o detestou, e Diderot, que o contratou como colaborador da Enciclopédia. Tornou-se famoso pela participação em um concurso, que culminou na publicação do ensaio conhecido sob o título abreviado de “Discurso sobre o desenvolvimento das ciências e das artes” (Discours sur les sciences et les arts), rendendo-lhe também o primeiro prêmio da Academia de Dijon, em 1750. A obra em questão se referia à restauração das ciências e das artes como forma de purificar a moral. Nessa época, já com trinta e oito anos, Rousseau experimentou a fama e se propôs a escrever sobre as instituições políticas. Em 1762, escreveu “O Contrato Social” (Du contrat social), mas em razão das ideias radicais abordadas pela obra, teve de se refugiar durante alguns anos na Inglaterra, onde conheceu e conviveu com o filósofo e historiador britânico David Hume – considerado um dos mais importantes escritores da língua inglesa. Regressando à França, dedicou seus últimos anos a sua autobiografia, intitulada “Confessions”. Morreu em 1778, em Ermenonville, uma comuna francesa na região administrativa da Picardia. Na filosofia política, Rousseau considerava a democracia como um governo para os deuses e não para os homens, embora como iluminista tenha influenciado enormemente para que a democracia prevalecesse como forma de governo. Quanto à escravidão, ele não admitiu seu caráter natural, muito menos que ela correspondia à razão ou à moralidade, afirmando que: “Visto que nenhum homem tem qualquer autoridade natural sobre seu semelhante e visto que a força não produz direito algum, restam, então, as convenções como base para toda autoridade legítima entre os seres humanos”.
Outros livros de Jean-Jacques Rousseau
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Do manifesto clássico ao ensaio contemporâneo, o feminismo tem uma biblioteca vasta e acessível. Uma seleção para quem quer entender o movimento que transformou o mundo.
Uma seleção dos livros de negócios mais influentes dos últimos anos, leitura obrigatória para quem quer crescer como empreendedor, gestor ou profissional de alta performance.
E-readers revolucionaram a leitura digital, mas as opções são muitas. Kindle ou Kobo? Básico ou premium? Com ou sem luz? Um guia para acertar na escolha.
Para escolas, universidades, autores e editoras