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Alemanha, União Soviética, Itália e Japão
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Obra sem similar mesmo no exterior, Origens do Pensamento Acadêmico em Jornalismo revelou em sua 1ª edição (2017) como a notícia e as manifestações de opinião via a imprensa se tornaram tema, em vários partes do mundo, de movimento visando transformá-las em objeto de estudo científico, durante o período anterior à II Guerra Mundial. Sabia-se em nosso país algo a respeito do caso alemão, graças às traduções de textos de Weber, Tönnies e Groth. Apresentando visão sinóptica de modo a incluir as experiências soviética, japonesa e outras, a obra avançou, ao mostrar que, apesar do ponto de partida ser a Alemanha, houve outras importantes linhas de força no desenvolvimento dos estudos e da teorização sobre o jornalismo, antes deles aparecerem nos Estados Unidos. Reforça-o esta 2ª edição, ampliada em cerca de um terço, para, entre outras novidades, relatar o caso italiano, apenas sinalizado na anterior. Igualmente enriquece o volume o acréscimo de curioso material iconográfico. * * * “Grande passo na direção de resgatar do esquecimento os estudos de jornalismo desenvolvidos em várias partes do mundo até meados do século XX, esta é uma obra imprescindível na bibliografia de nossa pós-graduação, e também nos cursos de graduação, no momento em que estes abrem espaço para as teorias do jornalismo nas novas grades curriculares” (Eduardo Meditsch). “Se a teoria na prática é outra, então há algo errado na teoria.” Com esta constatação, feita há duas décadas, Adelmo Genro Filho nos desafiou a construir uma autêntica Teoria do Jornalismo. Mas, como na mesma época observou Nilson Lage, essa seria uma tarefa para mais de uma geração. A Série Jornalismo a Rigor é uma iniciativa da Editora Insular, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, que vem se somar a este esforço coletivo que já tem história no campo. Objetiva publicar reflexões acadêmicas de alto nível que contribuam para elevar o senso crítico e a qualidade da prática do Jornalismo como atividade intelectual. Com vocação multidisciplinar, a Série aponta, no entanto, para a construção de uma Teoria do Jornalismo de direito próprio, que responda às questões suscitadas de dentro desta importante prática cultural. Procura assim ajudar na superação do complexo de inferioridade de uma área que se deixou colonizar intelectualmente. Não deixa, com isso, de agregar as contribuições das áreas vizinhas, mas, como propunha Otto Groth, as situa sempre como “ciências auxiliares” da nova disciplina. Busca também enfrentar os muitos preconceitos contra o Jornalismo, gerados em setores acadêmicos e campos sociais outros, e tantas vezes internalizados de forma acrítica pelas escolas de comunicação. A Série Jornalismo a Rigor entende a Teoria como um percurso que necessariamente se distancia da prática, mas apenas para vê-la de um outro modo. Objetiva voltar a ela para transformá-la, e perde o sentido se ficar no meio do caminho: Paulo Freire advertia que o mero “balé dos conceitos” vira uma atividade supérflua que distrai a vida acadêmica e a afasta da realidade. Como nas Teses sobre Feuerbach, a práxis aqui é vista como fundamento autêntico e finalidade de toda a teoria. A práxis em que está focada a Série é a que ocorre no Jornalismo, produção social de conhecimento diferenciada, estratégica e imprescindível para a sociedade contemporânea. Que, por tudo isso, precisa sempre ser melhor pensada. Eduardo Meditsch Diretor da Série Jornalismo a Rigor
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16 dias
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Ritmo intenso
11 dias
30 páginas por dia
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