Como criar um clube de leitura na escola (e por que isso muda tudo)
Clubes de leitura escolares aumentam o engajamento, reduzem o abandono da leitura e criam laços entre alunos. Um guia prático para professores que querem montar o seu.
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O menino Joaci passeia pela floresta e decide parar para beber água num rio. Exatamente no rio onde a onça bebe água. E que surpresa é para Joaci encontrar o felino dormindo tranquilamente numa rede. E o que pensa a onça ao ver Joaci? A premiada escritora Veronica Stigger constrói, a partir da teoria do perspectivismo do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, uma saborosa aventura para mostrar que existem diferentes visões sobre o mundo. Uma história cheia de sonhos, surpresas e reflexões. "O que você tem nas mãos não é um mito; os mitos não têm autor. Eles são a narrativa em estado puro, contados porque foram contados antes, sempre. O que o mito conta não é passado, porque jamais foi presente. Narrativa das origens, ele é sem origem. Nele estão contidos (não como seu esboço, mas como seu avesso) o romance, a poesia e a filosofia: novelo de novelas. Onde a onça bebe água é uma história contada à maneira de um mito, uma experiência de transformação da tradição mítica ameríndia, tradição na qual a transformação é o tema maior. Tudo ali existe para virar outra coisa – menino vira onça; sapo, sábio; e nossa imaginação, uma floresta de possíveis. O que a música faz com os sons – os encanta – o mito faz com os sentidos." Eduardo Viveiros de Castro
Veronica Stigger nasceu em Porto Alegre, em 1973, e desde 2001 mora em São Paulo. Doutora em teoria e crítica da arte, escritora, crítica de arte e professora universitária, defendeu uma tese de doutorado sobre a relação entre arte, mito e rito na modernidade. Em suas pesquisas de pós-doutorado, estudou, entre outros, os artistas brasileiros Maria Martins e Flávio de Carvalho. Estreou na literatura com O trágico e outras comédias, em 2003. Depois publicou, entre outros, os livros Gran cabaret demenzial (2007), Os anões (2010), Opisanie Swiata (2013), vencedor dos prêmios Machado de Assis (2013), São Paulo de Literatura (2014) e Açorianos (2014), e ainda Sul (2016), vencedor do prêmio Jabuti, e Sombrio ermo turvo (2019). Seu primeiro livro infantil, Dora e o Sol (2010), também foi ilustrado por Fernando Vilela.
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