Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
(1972-1999)
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Terceiro e último volume das obras completas de Adolfo Bioy Casares Um clássico da literatura latino-americana que reúne pela primeira vez os textos do autor escritos entre 1972 e 1999 Um dos grandes mestres da literatura mundial, Adolfo Bioy Casares (1914-1999) foi um escritor de extraordinária originalidade e sutileza, marcado pela fluidez de sua prosa e por uma serena perfeição que nunca deixa de exaltar o amor como paixão suprema. Este volume inclui seus textos escritos entre 1972 e 1999, e contém romances, contos e textos diversos do terço final da vida do grande escritor argentino. Neste livro, constam também as anotações de diários do período em que Bioy Casares esteve no Brasil, o registro de suas impressões e de seus encontros com personalidades como Alberto Moravia, Graham Greene e Cecília Meireles. Mesmo em um texto notadamente pessoal, há nesses diários um fio que perpassa a trama: a história de um amor perdido, que Bioy, como uma personagem criada por si mesmo, buscava encontrar no período em que esteve entre Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. O volume se encerra com textos esparsos, prefácios, escritos de encomenda a periódicos e depoimentos a veículos diversos, em que discorre sobre o tango, seus livros prediletos e sua amizade com Jorge Luis Borges.
Adolfo Bioy Casares nasceu em Buenos Aires em 1914. De família abastada, iniciou sua carreira literária bastante jovem, com uma série de relatos impregnados de surrealismo. Sua obra de ficção, na qual se destacam "La invención de Morel" (1940), "El sueño de los héroes" (1954) e "Diario de la guerra del cerdo" (1969), caracteriza-se fortemente pela trama elaborada. Funda em 1935 a revista Destiempo junto com Borges, com quem escreveria vários volumes de ficção policial, mesclados com observações irônicas sobre a sociedade argentina e registrados sob diversos pseudônimos, sendo o principal H. Bustos Domecq. Bioy Casares morreu em Buenos Aires em 1999.
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