Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Neste livrinho, a Ruth Rocha, baseada em narrativas orais, oferece ao leitor três histórias muito, muito divertidas. Na primeira, que dá título ao conjunto, um velho, um menino e um burro vão pela estrada, cada hora de um jeito (velho a pé, menino em cima do burro; menino a pé, velho em cima do burro; burro, velho e menino caminhando...). A segunda, “Uns perus pro seu juiz”, trata da briga de Seu Porfírio, rabugento, e seu Candinho, muito manso, para saber quem é o dono do rio que passa nas terras deles. Sobre a terceira e última, “Dona Chiquinha, a mexeriqueira de Xique-Xique”, só posso adiantar que corria na cidade o boato de que um homem sério e caladão tinha botado um ovo. Três contos, melhor seria dizer três causos, para quem aprecia (ou “apreceia”) uma boa conversa com gosto de café doce e cheiro de capim molhado.
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