Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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"Uma obra-prima de Fitzgerald “O melhor romance jamais escrito sobre Hollywood.” - Edmund Wilson Monroe Stahr é um bem-sucedido e carismático produtor de Hollywood, magnata e workaholic. Vive em uma fogueira das vaidades, em meio a cinismo, hipocrisia, promiscuidade e pessoas dispostas a tudo para serem imortalizadas nas telas do cinema. Mas Stahr, este Grande Gatsby da indústria cinematográfica, não consegue superar a morte de sua esposa, Minna, uma famosa atriz. Até que uma visão o domina: a de uma desconhecida muito parecida com sua falecida mulher. A trágica história de amor do último magnata é contada por Cecilia, filha de um sócio de Stahr, que fora apaixonada por ele quando menina. Este romance sobre o glamoroso e decadente universo do cinema americano foi o último projeto de F. Scott Fitzgerald (1896-1940), que trabalhara como roteirista em Hollywood durante a década de 30. No entanto, Fitzgerald morreu sem completá-lo e seu amigo, o escritor e crítico Edmund Wilson (1895-1972), compilou e editou suas notas para o término do romance, publicado em 1941 e considerado, sob vários aspectos, o seu trabalho mais maduro."
"Francis Scott Fitzgerald nasceu em 24 de setembro de 1896, em uma família classe média de descendência irlandesa e católica, em St. Paul, no estado norte-americano de Minnesota. Cursou a Universidade de Princeton, sem no entanto graduar-se, e lá tornou-se amigo do futuro crítico e escritor Edmund Wilson (1895-1972). Também nesse período passou a conviver com famílias da classe alta, cujo estilo de vida o obcecaria até o final da vida. Foi recrutado pelo exército em 1917, quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, mas não chegou a servir na Europa. Ainda no exército, conheceu a bela Zelda Sayre, oriunda de uma família de classe alta do Alabama. Zelda chegou a romper o noivado, pois Scott não teria como sustentá-la. Em 1920, publicou seu primeiro romance, This Side of Paradise (Este lado do paraíso), que obteve sucesso instantâneo. Nesse mesmo ano eles se casaram e no ano seguinte nasceu a filha única do casal, Frances Scott Fitzgerald. Zelda e Scott partilhavam o gosto por uma vida de festas, glamour e bebida, e, dividindo-se entre os Estados Unidos e cidades chiques da Europa, moldaram um estilo de vida que os tornou tão famosos quanto a obra literária de F. Scott. Ele disse uma vez: “Às vezes não sei se eu e Zelda existimos de fato ou se somos personagens de um de meus romances”. Seguiram-se os romances The Beautiful and the Damned (Os belos e os malditos), em 1922, e The Great Gatsby (O grande Gatsby), em 1925. Este último é considerado pela maior parte dos críticos, assim como o era pelo próprio Fitzgerald, sua mais bem-acabada obra. Grande parte de seus contos foram escritos nesta época e publicados em periódicos como Saturday Evening Post, Esquire e Collier’s, ajudando o casal a manter um estilo de vida extravagante e elegante, apesar das costumeiras dificuldades financeiras. Em 1930, Zelda começou a demonstrar sintomas de perturbação mental e em 1932 foi internada em uma clínica. Tender is the Night (Suave é a noite), de 1934, romance sobre Dick Diver e Nicole, sua mulher esquizofrênica, reflete os problemas do casal. O livro não foi bem-recebido nos Estados Unidos, e Fitzgerald, apesar de achar o cinema degradante, cedeu à tentação de trabalhar como roteirista para os estúdios de Hollywood nos últimos três anos da sua vida. Nesse período escreveu os ensaios autobiográficos publicados postumamente sob o nome de The Crack-up (O colapso) e o romance inacabado The Last Tycoon (O último magnata), que foi editado e publicado postumamente pelo amigo Edmund Wilson. Fitzgerald morreu em 1940 de ataque cardíaco."
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