Os melhores livros sobre dinheiro, economia e finanças pessoais
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Seguindo o seu propósito e missão, novamente a Polar Editora tem a honra de trazer ao público brasileiro mais uma obra inédita. Obra esta escrita por um dos gigantes que a humanidade já produziu. Roberto Fludd, também conhecido pelo seu nome latino Robertus de Fluctibus foi um homem de múltiplos talentos e interesses. Sendo filho de um cavaleiro inglês e mais tarde sendo apadrinhado pelo Rei Jaime I da Inglaterra, teve uma vida pautada pelos estudos das sete artes liberais (lógica, gramática, retórica, aritmética, música, geometria e astronomia) como todo aristocrata do seu tempo, mas também dominou como poucos, conteúdos esotéricos complexos relacionados ao hermetismo, ao paracelsianismo, a alquimia, a astrologia, a metafísica, o rosacrucianismo, o pitagorismo e o neoplatonismo. Em seus estudos formais também obteve a graduação em Artes pela Saint John’s College e posteriormente em Medicina pela Christ Church, ambas escolas vinculadas a respeitada Universidade de Oxford. Uma de suas marcas mais conhecidas são as suas ricas e belíssimas ilustrações esotéricas que contemplam o ser humano e o universo em uma conexão integral, transdisciplinar e multidimensional. Expressam com maestria um diálogo perfeito entre o micro e o macrocosmo, tônica de sua produção seja ela literária ou gráfica, sempre estarão presentes a dimensão humana, anímica (da alma) e cósmica. Nesta obra organizada em 2 partes pela musicóloga, musicista e teóloga Carin Zwilling e pelo linguista e educador Leonel Maciel Filho, busca abarcar a musica humana, a musica mundana (cósmica) e a musica instrumentalis contida na obra de Robert Fludd e os aspectos que permeiam a estrutura musical, filosófica e teológica de seu pensamento. Tendo a primeira parte voltada para a dimensão terrena da música no tratado O Templo da Música, parte importante de sua obra magna História Metafísica, Física e Técnica do Macrocosmo e Microcosmo. Este tratado constitui um dos pilares do saber teórico musical que percorre desde seu alvorecer na Idade Média até o final do Renascimento. Ao final contém uma seção em que Fludd descreve instrumentos musicais criados por ele e que tocam sem a ação do homem. A segunda parte é constituída por três tratados relacionados que abrangem a dimensão cósmica, humana e da alma. Sendo eles: Sobre a música mundana (cósmica), Sobre a harmonia do homem interno e externo e Sobre a prática da música composta para a alma. Neles o autor estabelece relações com o divino, o humano e o terreno, cujo motivo central é a harmonia das esferas, o monocórdio (instrumento de uma só corda) divino tangido pelo Criador, que propaga sua harmonia em números, notas musicais e suas proporções separadas por intervalos, indo do macro ao microcosmo, da perfeição à corrupção, e seu retorno à Fonte Primeira indissolúvel. Nesses tratados Robert Fludd estabelece um diálogo com autores como Pitágoras, Platão, Hermes Trimegisto, Nicolau de Cusa e Santo Agostinho, além de oferecer uma reflexão sobre o Antigo e o Novo Testamento, da criação à salvação da alma humana. Este livro contempla ainda cinco apêndices. Sendo o primeiro deles a transcrição musical das peças instrumentais contidas no manuscrito Miscellaneous MS 170 atribuídas a Robert Fludd; Princípios Gerais da Solmização – de Guido d’Arezzo à Inglaterra de Robert Fludd e A Questão do Baixo na tratadística inglesa do final do século XVI até meados do século XVII, escritos por Nathália Domingos; Instrumentos Musicais na Inglaterra de Robert Fludd, de autoria de Carin Zwilling e Música em Oxford (Idade Média e Renascimento) texto de Nan Cooke Carpenter. Que essa obra abra o caminho bibliográfico deste nobre representante inglês da ars et sciencia dos séculos XVI-XVII, considerado também um dos últimos representantes do neoplatonismo, ele ainda possui uma vasta obra pouco investigada e explorada na língua portuguesa e mesmo em sua terra natal. Texto: Kleiton Fontes – Revisão: Américo Sommerman Recorte Literário: Marcelo Paganotti
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