Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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O sindicato tem futuro?, do economista Marcio Pochmann, é o novo título da série Emergências, da Expressão Popular em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo, que estimula a reflexão sobre os principais desafios do atual sindicalismo brasileiro diante do avanço do neoliberalismo nesta terceira década do século XX. Ao indagar sobre o futuro da organização sindical da classe trabalhadora, o autor questiona a “colonização do pensamento único que insiste em bloquear a imaginação e a desestimular a luta pela edificação de um novo horizonte aos trabalhadores” e afirma que “a disputa pelo futuro do trabalho segue inconclusa diante das possibilidades construtivas de distintos caminhos tangíveis para a nação”. Com isso, Pochmann conclui “que o sindicato tem futuro, mas não de modo autodeterminado, e sim se for resultado de sua capacidade de condicionar ao mesmo tempo que se encontra condicionado como um todo pela sociedade à qual pertence”. O autor parte da análise das transformações dos sujeitos sociais na constituição do capitalismo e suas formas de organização, seja como artesãos na sociedade agrária e escravista, nas corporações de ofícios e irmandades religiosas do Brasil Colônia, e nas sociedades de mútuo socorro no Império, seja como operariado no capitalismo da sociedade urbana e industrial, com a emergência dos sindicatos livres na transição da sociedade agrária ao capitalismo nascente, e nos sindicatos corporativos da sociedade urbana e industrial, quando atinge o sindicalismo corporativo atinge o auge com a industrialização pesada, e tem o seu declínio diante da desindustrialização, quando surge o contaproprista como sujeito social do capitalismo na sociedade de serviços. Uma leitura necessária e urgente para o debate sobre as alternativas diante da problemática da transição do corporativismo para o contratualismo nas relações de trabalho, a terceirização no mundo do trabalho, as recentes reformas neoliberais e suas consequências no mercado de trabalho, como o aumento do desemprego e a desregulação das relações de trabalho.
Marcio Pochmann é economista, pesquisador e político brasileiro. É professor titular e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho do Instituto de Economia (Unicamp). Foi presidente da Fundação Perseu Abramo de 2012 a 2020, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, entre 2007 e 2012, e secretário municipal de São Paulo de 2001 a 2004. Concorreu duas vezes à prefeitura de Campinas-SP (2012 e 2016). É graduado em Ciências Econômicas (Universidade Federal do Rio Grande do Sul/1984), pós-graduado em Ciências Políticas (Associação de Ensino Superior do Distrito Federal), e doutor em Ciência Econômica (Universidade Estadual de Campinas/1993). Desenvolve pesquisas nas áreas de Economia, com ênfase em Economia Social e do Trabalho, e nos temas desenvolvimento, políticas públicas e relações de trabalho. Publicou dezenas de livros sobre economia, sendo agraciado três vezes com o Prêmio Jabuti, com os livros: Crescimento Econômico e Distribuição de Renda (coautor, 2008), Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe (coautor, 2007), e A década dos mitos (2002).
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