Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
O smartphone acabou com nossa capacidade de atenção, ou será que não? Técnicas comprovadas para ler com profundidade mesmo quando o cérebro insiste em pedir estímulo a cada minuto.
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Nesta escrita fragmentária e lírica, Helena Carvalhosa tece uma autobiografia sensível, composta de lembranças, aforismos, poemas e reflexões cotidianas. Em vez de uma narrativa linear, ela constrói um bordado de vivências marcadas por encontros, arte, silêncio e busca interior. Cada trecho é como um caderno de anotações afetivas onde a pintura, a escrita, a memória e o corpo dialogam de forma íntima e poética. As palavras ganham peso e leveza ao mesmo tempo — falam de família, perdas, cotidiano, espiritualidade, amor, envelhecimento e do processo criativo como forma de existir. Helena escreve como quem observa o mundo por entre frestas: com atenção ao mínimo, com espanto diante do comum. Seu texto convida à pausa, ao pensamento lento, à escuta das entrelinhas. Mais do que contar uma vida, ela compartilha um modo de olhar — ora terno, ora crítico, sempre humano.
Helena Carvalhosa nasceu em 1938 em São Paulo, onde vive e trabalha. Além de seu trabalho de escrita, é artista visual. Já fez exposições na Pinacoteca do Estado, no Museu da Casa Brasileira, na Casa Contemporânea, na Galeria Millan no Museu Afro e em Sescs. É artista da Galeria Marcelo Guarnieri e tem como lema uma frase de Mário Pedrosa: "arte é o exercício experimental da liberdade". Livros publicados: Tinha uma saia rodada e um galope na cabeça – poesias e desenhos; Pulo do gato - Esculturas; Ócio - obras de Helena e poesia de Manoel de Barros; Pinhal - Receitas e Estórias de família.
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