Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Contos da Toca
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Em "Contos da Toca" você encontra a brutalidade do machismo em "O Piçudo", a frustração e a arrogância em "É", a ternura de uma vida simples em "Solidônio", em que o personagem quase se confunde com o ambiente, o escândalo da prostituição em "Cármen, a Ninfa", a arrogância em "O Coronel e as Três Graças", a ganância em "O Geófago", a hipocrisia em "O Genealogista", o desespero de alguém que perdeu o domínio sobre as forças da natureza em "Aprendiz de Xamã", a prostração do miserável em "Cão sem dono", o incesto e a desordem espiritual em "A Caçapavana" e concupiscência e tentativa de estupro em "A Missa das Nove". Os personagens da Toca já nascem prontos. Dão muito pouco trabalho ao ficcionista.
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