Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
O smartphone acabou com nossa capacidade de atenção, ou será que não? Técnicas comprovadas para ler com profundidade mesmo quando o cérebro insiste em pedir estímulo a cada minuto.
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“Vai leve a sombra Por sobre a água… Assim meu sonho Na minha mágoa… Minha tristeza Sonha acordada Canta embalando E ela é a embalada… Dorme, desejo… A sombra informe Passa… E ela canta E nunca dorme.” (Fernando Pessoa) Em breve, eu embarcaria para Portugal. E logo, esse amigo que havia me indicado o livro lançou o desafio: “Já que você vai a Lisboa, por que não escreve alguma coisa sobre o Poeta?” Não se despreza um desafio desses. Mesmo sabendo de livros e mais livros que já foram escritos sobre aquele que, para muita gente, é o maior poeta português de todos os tempos, nada seria igual à minha experiência pessoal. Aos meus sentimentos, às minhas interpretações. À minha nova vida. O Pessoa em mim.
ANA LÚCIA AYRES não se apresenta como escritora, mas a vida a levou a escrever sempre, a colocar no papel o que sentia. Isso foi muito importante para ela. Além de, como boa aquariana, conhecer lugares, fotografar, fazer cerâmica e pintar aquarelas. Formou-se em Interior Design no IAD, mas foi no ballet que a sua alma escolheu ficar. Chegou, por esta paixão, a ser sócia de uma escola de ballet em São Paulo. Em 2001, após a morte do seu tio, o governador de São Paulo Mário Covas, resolveu escrever um livro sobre a vida dele. Considera-se uma “repórter involuntária” da vida do tio. Quando ficou viúva, acabou conhecendo a obra de Fernando Pessoa. E viu no poeta português novas perspectivas para a sua própria vida. Foi algumas vezes a Portugal para conhecer os lugares que ele frequentou. Leu tudo o que encontrou sobre sua obra, identificou-se com suas poesias e sua visão de mundo. E a escritora esporádica reapareceu nesta segunda obra. Se escreverá outro, nem ela mesma sabe. Mas a vontade de colocar em um livro toda a sua admiração por Pessoa foi satisfeita.
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