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O pensamento africano no século XX reúne textos sobre os/as principais pensadores/as da África durante um período crucial para a história do continente, quando revoluções se ergueram contra a colonização europeia e criaram Estados independentes. Esta segunda edição conta com capítulos inéditos que mapeiam os feminismos africanos e sua contribuição para os debates de gênero. O século XX foi um período crucial na rearticulação das sociedades da África para se livrarem da colonização imposta nos séculos anteriores. Desde a Primeira Conferência Pan-Africana, de 1900, gerações de pensadores têm se inspirado tanto nas tradições locais quanto nas estrangeiras para imaginar um novo continente, livre da opressão e da exploração. Organizado por José Rivair Macedo, professor titular da UFRGS e especialista em história da África, O pensamento africano no século XX é uma coletânea de artigos que oferece um panorama dessa produção intelectual, política e literária. O livro percorre as teorizações do movimento da Negritude e das buscas por uma identidade comum às pessoas negras, passa pelas revoluções que chacoalharam o continente na metade do século e chega a debates mais recentes, em que diversos pontos de vista elaboram os problemas dos Estados independentes e das novas formas de colonialismo impostas internacionalmente. Do poeta e primeiro presidente senegalês Léopold Sédar Senghor ao cultuado filósofo e cientista político camaronês Achille Mbembe; do revolucionário bissau-guineense e cabo-verdiano Amílcar Cabral à socióloga e professora nigeriana Oyèrónk? Oyewùmí; da transformadora experiência argelina de Frantz Fanon às elaborações teóricas do Nobel de Literatura Wole Soyinka, entre muitos outros autores e autoras, os textos reunidos em O pensamento africano no século XX propõe um olhar atento para obras que nem sempre estão presentes nas discussões brasileiras, mas que falam diretamente para a nossa realidade e os nossos esforços para transformá-la. Esta é a segunda edição do livro, publicado pela primeira vez em 2016, e conta com dois capítulos inéditos, que focam nas discussões de gênero e nos feminismos africanos, além de um novo prefácio da professora e historiadora Patricia Teixeira Santos. “Ao longo dos séculos XIX-XX, durante os períodos da colonização europeia, descolonização e reorganização das sociedades africanas, os intelectuais nascidos na África apropriaram-se de um vasto conjunto de referenciais teóricos, conceituais e metodológicos, empregando-os para expressar a posição de seus coetâneos em relação ao mundo. Paralelamente aos saberes orais, tradicionais, e à experiência vivida que orientavam as formas de organização sociocultural dos povos anteriores ao período de predomínio europeu, ganhou corpo um novo tipo de saberes, eruditos, fundados em pressupostos acadêmicos, científicos, e que deu sustentação ao que se tem denominado de pensamento africano .” – José Rivair Macedo, “Introdução”
José Rivair Macedo é historiador licenciado pela Universidade de Mogi das Cruzes, doutor pela Universidade de São Paulo e professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desde 2007 dedica-se ao ensino, à pesquisa e à extensão em história africana, sendo autor de diversos livros sobre o tema. Atualmente estuda as relações diplomáticas entre os reis do Kongo e autoridades da Igreja Romana nos séculos XVI e XVII.
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