Como usar a leitura para aprender (ou melhorar) um idioma
Ler em inglês, espanhol ou qualquer outro idioma é uma das formas mais eficientes de aprender uma língua. Veja como começar, por qual nível de dificuldade iniciar e quais obras escolher.
Corpo e Reprodução Entre Mulheres na Vila Irineu Serra
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
A gestação, o parto e o pós-parto vivenciados por mulheres adeptas da religião Daime é a principal investigação de O Parto na Luz do Daime: corpo e reprodução entre mulheres na vila Irineu Serra, título da coleção Antropologia e Saúde. Escrita pela antropóloga Juliana Barretto, a obra é fruto da tese de doutorado defendida pela autora, em 2019, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O título entrelaça a cultura do daime no Acre e a assistência ao parto de mulheres “oasqueiras”, que fazem uso da Ayahuasca – bebida produzida a partir da combinação de ervas psicoativas da Amazônia, que também pode ser chamada de daime – no ritual da crença adotada. Com isso, a autora analisa como se expressa a relação entre a ayahuasca e a saúde e como o chá enteógeno se relaciona com o corpo, em especial o feminino. “Nesta obra, vamos conhecer essas mulheres oasqueiras, a forma como percebem seus corpos e a relação entre a ayahuasca e esse processo”, reitera a antropóloga Roberta Campos, professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco (PPGA/UFPE), na orelha do livro. Assim, o volume se propõe a debater sobre as mulheres da vila Irineu Serra, local onde aconteceram os primeiros atendimentos de saúde vinculados ao Santo Daime:” Nesse espaço algumas famílias estão há, pelo menos, três gerações se relacionando de acordo com as noções próprias sobre corpo, cuidado e saúde vinculados à gestação, parto e pós-parto”, revela Juliana Barretto. Outro ponto destacado pela antropóloga na obra é o fenômeno da feminização do uso da bebida e a maior participação das mulheres nos rituais. Apesar de o campo ayahuasqueiro ser ocupado majoritariamente por homens, Juliana Barretto constatou que a bebida tem sido percebida, tanto por xamãs quanto por turistas, como um espírito feminino e maternal. “Descobrimos que essas mulheres não apenas vivenciam uma religião e articulam uma cosmologia, por meio do uso da planta ‘professora’ e mediadora sagrada, na experiência da gestação e do parto, mas também que elas são produtoras de um conhecimento obstétrico relevante”, complementa Roberta Campos.
Juliana Barretto é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). É doutora em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e membro do Laboratório de Antropologia Visual da Ufal.
Outros livros da mesma coleção
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Ler em inglês, espanhol ou qualquer outro idioma é uma das formas mais eficientes de aprender uma língua. Veja como começar, por qual nível de dificuldade iniciar e quais obras escolher.
Leitura dinâmica não é mito, mas a maioria das técnicas vendidas por aí são. Veja o que realmente funciona para aumentar sua velocidade de leitura com base em ciência cognitiva.
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
Para escolas, universidades, autores e editoras