Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Este livro desenvolve-se a partir do questionamento sobre a possibilidade da articulação entre liberdade e heteronomia e sustenta-se na tese de que a chave reside em dois conceitos: hospitalidade e substituição. Tal escolha determina fundamentalmente a divisão feita em três capítulos. O primeiro fornecerá os principais traços argumentativos delineados por Levinas na formulação do conceito de liberdade investida. O segundo desempenha uma função mediadora. Como lidamos com dois textos separados por mais de uma década – Totalidade e infinito e Outramente que ser – e em que houve uma revisão estrutural da argumentação, esse capítulo fornece o elo necessário para que fique claro o motivo pelo qual essa reformulação se tornou inevitável. Assim, abrimos caminho para o terceiro e último capítulo, no qual expomos como a reinterpretação da identidade em termos de uma passividade radical e desde sempre perpassada pela alteridade exige a formulação do conceito de liberdade finita. Por fim, concluímos fornecendo uma interpretação possível para o conceito levinasiano de liberdade.
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